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Sabado, 22 de Junho de 2024
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Batista Coqueiral – O Samba é uma Escola

Nossas Riquezas Pretas de Juiz de Fora #009

Alexandre Müller Hill Maestrini
Por Alexandre Müller Hill...
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Batista Coqueiral – O Samba é uma Escola
José Cristovam Batista Medeiros
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Este projeto tem como objetivo destacar os expoentes negros do município de Juiz de Fora e legar exemplos positivos de sucesso de pessoas pretas para as futuras gerações. A reportagem #001 foi sobre Carina Dantas, a #002 foi com Antônio Carlos, a #003 com Geraldeli Rofino, a #004 com Sérgio Félix, a #005 com Fernando Eliotério, a #006 com Maurício Oliveira, a #007 com Ademir Fernandes, a #008 com Gilmara Mariosa e agora é a vez de conhecermos o #009 entrevistado, o sambista Batista Coqueiral.

Juizforano de coração, o talento musical José Cristovam “Batista” Medeiros nasceu São João de Meriti – RJ no dia 21.1.1963. Estudou no Colégio Murilo Braga na sua cidade natal, mudou-se para o Colégio Jarbas Ferreira no bairro de Coelho Neto, depois terminou o ensino fundamental na Pavuna e desde a infância se lembra de seu gosto musical. Mas foi o samba que ainda com 15 anos fascinou Batista e ele já compôs o primeiro samba “Salve a Natureza”, anos depois com essa música Batista foi campeão num festival de música universitária da UERJ. O ensino médio Batista foi para a Escola Marechal João Batista de Matos no bairro Coelho Neto, mas logo passou no concurso do exército e foi trabalhar como sargento em São Paulo e depois foi enviado para servir no Mato Grosso do Sul.
A avó por parte de mãe era mineira nascida em Formiga – MG e Batista conviveu bastante com ela até 1983, quando ela faleceu. Como muitos mineiros, ela saiu de Minas Gerais e mudou-se para o Moro de São Carlos – RJ. Logo depois mudou-se para São João de Meriti – RJ, onde conheceu Osório José Batista, o avô de José Cristovam, apreciador de futebol e samba. Na década de 40 o avô participou da fundação na cidade de São João de Meriti – RJ do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Coqueiro, que tinha a Escola de Samba da Mangueira como madrinha. A experiência com os familiares foi curta, mas se lembra de ainda pequeno da convivência no quintal da avó com os primos e amigos: “eram brincadeiras, jogar futebol e bola de gude, bater um pique-esconde, jogar queimada, danças, cantorias, etc. Perto do carnaval se lembra que as brincadeiras eram brincar de mestre-sala e porta-bandeira, fazer uma bateria com latas e ele acredita que seu interesse pela música, especialmente de carnaval: “surgiu em casa mesmo”.
A família paterna era toda amante do batuque, do tambor, da umbanda e do samba. O pai de Batista era um torcedor fanático da Escola de Samba Beija Flor de Nilópolis, ele se lembra do pai que tinha orgulho de levar os filhos para os desfiles nas av. Presidente Vargas e depois na Marques de Sapucaí. O pai tinha sido um dos fundadores em 1952 do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos da Ponte, em São João de Meriti – RJ. Assim o menino Batista foi criado com alegria e respeito e aprendeu dentro de casa que: “o samba é um espaço sociocultural e político”, lição que permeou toda sua vida e obra. Ele aprendeu também que ganhar e perder faz parte. Desde os festivais de escola ele veio fazendo parcerias nas suas composições para escrever bons sambas. Essas duas paixões movem até hoje Batista: "a família em primeiro lugar e logo depois o samba". Muito espiritualizado, ele acredita que esse dom foi Deus que lhe deu e agradecido vive fazendo poesias, marchinhas e sambas.
O lado professor de Batista explicou que: “o Samba não é coisa de preto não”, é um gênero musical que pertence a todos. Nos seus estudos definiu o samba no seu aspecto amplo como um espaço social, cultural e político, "pois é na quadra da escola de samba que acontecem diversos movimentos de pessoas, situações boas e ruins que espelham a sociedade lá fora". Conhecedor, Batista explica que o samba não está só no carnaval, pois o processo de uma escola de samba vai de fevereiro após o desfile até fevereiro do outro ano e o desfile na avenida coroa o ápice do processo anual. Durante este ciclo a escola de samba desenvolve projetos de educação, esportivo e atualmente já assumiu um papel importante dentro da sociedade, ajudar as comunidades não só do entorno, mas sim o grupo de pessoas que frequentam as escolas de samba. Na sua opinião: "unida, toda a comunidade pode lutar mais forte contra o racismo". Batista explica o que é uma escola de samba no áudio abaixo:

São várias as influências que o compositor Batista sofreu, principalmente de  sambistas como o intérprete de samba-enredo da sua amada portela, o conterrâneo David Corrêa de São João de Meriti, autor de clássicos do carnaval, como "Macunaíma, Herói de Nossa Gente" (1975); "Das Maravilhas do Mar, Fez-se o Esplendor de Uma Noite" (1981); "Skindô, Skindô" (1984); e "Atrás da Verde e Rosa Só não Vai Quem Já Morreu" (1994). Ele também se lembrou dos amigos Guará e Jorginho das Rosas que compuseram em 1984 o samba icônico do trem, T33 – Destino D. Pedro II – do G.R.E.S. Em Cima da Hora, em homenagem ao trem número 33 que ligava a cidade de Japeri até a estação Central do Brasil no centro do Rio de Janeiro. Com um sorriso de saudade Batista canta um pouquinho: “o patrão mal humorado diz que mora logo ali...”. (áudio abaixo)

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Outra lembrança gostosa foi do seu amigo o compositor Ratinho que em 1982 compôs para o Grêmio Recreativo Escola de Samba Caprichosos de Pilares o samba enredo: “Moça bonita não paga”. Batista levantou a mão; preparou a voz; e cantarolou o samba da feira com voz impostada de sambista: “compra peixe Lili, já é meio-dia e de bolsa vazia não pode sair… - Aqui não paga e também não leva…”. (áudio abaixo)

Em 1990 Batista Coqueiral entrou para a sua graduação em Matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, a qual concluiu em 1995 e nesse mesmo ano foi transferido de Corumbá - MS para Juiz de Fora - MG. No seu novo município lecionou matemática durante 11 anos nas escolas públicas de Juiz de Fora. De 1997 – 1999 na Escola Estadual Duque de Caxias, de 1999 – 2001 na Escola Estadual Delfim Moreira, de 2001 – 2002 na Escola Estadual Francisco Bernadino, em 2002 na Escola Estadual Dom Orione, em 2005 na Escola Estadual Fernando Lobo, em 2006 na Escola Estadual Henrique Burnier, de 2007 – 2009 na Escola Estadual Delfim Moreira. Em 2006 iniciou a especialização em Planejamento e Gestão Social na Universidade Federal de Juiz de Fora, terminando em 2007 com um trabalho intitulado: “Escola de samba um espaço sociocultural e político”.


Batista é um admirador de Djavan, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Caetano Veloso e outros, mas sua paixão é sem dúvida o samba. Para as escolas de Samba de Juiz de Fora ele já fez samba para o Turunas do Riachuelo, o Unidos do Ladeira, a Rivais da Primavera, etc. Em 2000 compôs o samba para a Escola de Samba Unidos do Cabral no Rio de Janeiro em homenageando Elke Maravilha, esse foi o primeiro campeonato de samba que Batista venceu. Junto com Batista Coqueiral compuseram Davi da Viola, Rubinei, Ronaldão Tropical e Babalu o lendário Samba-Enredo: "A estrela Elke brilha na folia de momo". Batista cantarolou pra mim: "Nesta passarela iluminada - A mestiça de uma raça - Que o povo consagrou - Elke tu és Maravilha - Personagem que fascina - Este mundo de ilusão.…". (áudio abaixo)

Feliz com suas conquistas e com a vida, Batista considera sua maior obra o samba da Estácio de Sá - RJ em 2003, cantado por milhares na Marquês de Sapucaí. Batista compôs com Arthur 104, Ge De Ogun, Magrão, Reginaldo e Tião Larrieu o tema da escola de samba "Um banho de natureza Cachoeira de Macacu" - RJ. (áudio abaixo)

Batista sonha sim em reverter o racismo estrutural, mas de uma forma prática e não teórica. Nesse quesito ele acha que graças a Deus as coisas estão sendo denunciadas e as autoridades estão tomando providências no combate, mas lembrou com carinho que: “somos todos iguais, filhos do mesmo Pai e precisamos nos unir nessa luta, racismo nunca", concluiu. Ele participou da fundação do Instituto Cultura do Samba em 27.09.2003 com os objetivos de resgatar as origens do samba em Juiz de Fora e valorizar as pessoas. Batista sempre assumiu a função de Diretor Pedagógico até hoje e com esse projeto desenvolve ações socioculturais em comunidades carentes do município e capacita e divulga a arte da dança do mestre-sala e da porta-bandeira, além de promover palestras, encontros e aulas de samba, o projeto busca retirar das ruas e da ociosidade das crianças e jovens, aprimorando o conhecimento na cultura nacional. (foto abaixo) Ele promove também muitos artistas locais, sucessos juizforanos no cenário nacional as vezes esquecidos pela própria comunidade.

Para o carnaval de Juiz de Fora em 2003 “Batista Coqueiral” compôs junto com Bebeto Português, Ronaldo Tropical e Nilmar Romano e interpretado por Zezé do Pandeiro, um dos sambas considerados das mais bonitos que a Turunas do Riachuelo já levou à avenida: "com a letra e melodia impecáveis, não perdem em nada para sambas do Rio de Janeiro", confessou. Neste ano a  A.C.R.E.S. Turunas do Riachuelo, a primeira escola de samba fundada em Minas em 1934 e a quarta do Brasil, venceu com o enredo "Ogum, o que veio da África ". (áudio abaixo)


Sua carreira foi valorizada em 2003 com o prêmio Fernanda Muller "Categoria Melhor Samba Enredo", ainda nesse ano ganhou o Pandeiro de Ouro da Funalfa "Categoria Melhor Samba Enredo", da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora - MG. Muito engajado, entre 2005 e 2007 Batista foi Diretor de Cultura Voluntário da Liga Independente das Escolas de Samba de Juiz de Fora e participou também de muitos eventos, sempre no tema cultura, Africa, igualdade racial e é claro o samba. Entre eles o Colóquio Internacional: "O Ensino da História e Cultura da África e da Diáspora". Ainda em 2005 da "I Conferência Estadual da Promoção da Igualdade Racial" e a "I Conferência Municipal da Promoção da Igualdade Racial", além do "I Encontro de Educação de Jovens e Adultos". Em 2006 o "I Simpósio do Nucleo Interdisciplinar de Estudos Carnavalescos Imaginário do Carnaval no Tempo e no Espaço". De novo em 2006 ganhou outro Pandeiro de Ouro da Funalfa na "Categoria Melhor Enredo do Grupo 1B", da Prefeitura de Juiz de Fora - MG. Com tanto talento em 2006 ganhou dos vereadores uma Moção de Aplauso, Câmara Municipal de Juiz de Fora - MG.
Em 2007, a sétima edição da Medalha Nélson Silva, da Câmara Municipal de Juiz de Fora, em conjunto com o Batuque Afro-Brasileiro, reconheceu o valor artístico de Batista Coqueiral. A medalha foi criada para reconhecer e valorizar pessoas que se destacaram na produção e difusão das manifestações artístico-culturais e sociais da raça negra. Nelson Silva, nascido em Juiz de Fora, em 22.01.1928, foi um dos maiores compositores da história do município e do país. Criou sambas, boleros, rumbas, mambos, valsas, toadas, batuques e até hinos religiosos. Seus trabalhos são inquestionáveis, atento permanentemente à situação do negro no Brasil. Com cantos e lamentos, retratou a dura realidade enfrentada pela raça, usando um linguajar típico do negro escravo. Como também pensa Batista, o tipógrafo e contador Nelson Silva não admitia os negros fora da escola e do mercado de trabalho e procurava prestar ajuda através de campanhas, como as dos livros e revistas usadas. Mas Batista Coqueiral queria continuar a se aperfeiçoar e entre 2007 e 2008 fez curso de extensão universitária em Formação em História e Cultura Afrobrasileira na Faculdade FINOM. Nesse ano ainda participou do curso de diretrizes para a Proteção do Patrimônio Cultural no Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais IPHA/MG. Neste mesmo ano fez um curso de Planejamento e Gestão de Políticas Públicas de Cultura na Fundação João Pinheiro em Belo Horizonte. Entre 2008 e 2010 foi Conselheiro do Nucleo de Estudo Afrobrasileiro – UFJF na Comissão de Educação e Cultura.
Em 2008 ganhou o concurso com uma composição para a Sociedade Rosas de Ouro, escola de samba da cidade de São Paulo, na Brasilândia. Batista cantarolou relembrando o refrão: “Girando vai a baiana - Me faz delirar - (Ô Iaiá) - Sou Rosas de Ouro - Eterno aroma - O nosso show vai começar…”. Ele contou que o Samba “Rosaessência, o eterno Aroma” foi composto por ele Batista Coqueiral em parceria com Luciano Godoi, Cassi Cruz, Jorge Chocolate, Marcelo TJS, Ratinho Sampa, R. Godoi e Ilsinho Bacana. (áudio abaixo)

Cursou Especialização em Logística nos anos de 2009 e 2010 na Universidade do Estado do Amazonas, onde defendeu o tema: “A Logística Cultural de Parintins”. Nesses dois anos ministrou aulas nas escolas públicas de Manaus – AM. De volta em Juiz de Fora, em 2015 Batista Coqueiral compôs com os parceiros Edson “Gaguinho” Souza, Medeiros e Ary Arantes o enredo da Escola de Samba Turunas do Riachuelo, vice-campeã do carnaval de Juiz d Fora com o tema: “O Sol nasceu para todos - ser diferente é normal”, baseado na Música "Ser diferente é normal" de Preta Gil. O objetivo foi lembrar que o sol nasce para todos e falar abertamente sobre todo tipo de discriminação, a começar pelo racismo que o samba sofreu e as diferenças sociais e políticas. Para o compositor Batista cada obra é uma grande obra, é como um filho e não tem cor nem idade. Ele lembra que: “as vezes, mesmo perdendo um concurso, a composição já é uma beleza natural”. (áudio abaixo)

Em 2018 Batista teve uma felicidade enorme ao ver que o Executivo municipal sancionou e declarou o samba “Princesinha de Minas” como Hino Popular de Juiz de Fora, de autoria do compositor Armando Fernandes Aguiar, o Mamão. O hino recebeu a mesma importância que o Hino Oficial do município. (áudio abaixo)

Desde 21.1.2019 Batista está depois de 37 anos aposentado com o cargo de Capitão Quadro Auxiliar de Oficiais Material Bélico. O QAO é formado por militares que atingiram o oficialato após uma carreira como sargentos e subtenentes e podem ascender ao posto de 2º tenente por merecimento, encerrando a carreira como capitães. Dentro do exército Batista nunca viu ou sofreu racismo estrutural e ele acredita no exército como uma das instituições mais democráticas do país. Desde então ele se dedica exclusivamente à sua paixão, o samba. José Cristovam Batista Medeiros se uniu sempre aos "bambas do samba" e com Wilson Silva, Régis José de Oliveira e Paulo Cezar Calichio compôs uma de suas emblemáticas marchinhas para o carnaval de 2019 e participaram do "VIII Concurso de Marchinhas Mestre Jonas" com a criaçãoCoisas-de-Minas-Gerais. Os sambista convidam com muita malícia e mineirice: “Vem prô buteco meu bem, chegou a hora da gente comer um trem...”. Alegria de sobra, união inesquecível de mineiros com cariocas! (áudio abaixo)

Para o carnaval de Juiz de Fora de 2020 participou da parceria para a marchinhaXô preconceitoque diz que as pessoas são diferentes e isso é normal. Sai pra lá, xô preconceito. Ele se lembra de sua infância que: “os pobres vem matando um leão a cada dia para sobreviverem” e lutam contra as injustiças e os preconceitos, pois: “ser negro é difícil com preconceitos financeiros e sociais”. Esse preconceito virou samba gravado por um amigo com um refrão bem claro: “Por que você me olha e me trata desse jeito?”. Eles convidam a todos para sairem para as ruas e brincarem o carnaval sem medo. (áudio abaixo)

Em 2020 o Samba da Escola de Samba Lins Imperial em homenagem ao mestre Bezerra da Silva, foi uma composição de Batista Coqueiral com Paulinho da Lins, Waltinho Honorato, Betinho Santana e Pezão. (áudio abaixo)

Batista participa ativamente da Cruzada dos Militares Espíritas - Núcleo de Juiz de Fora/CIFA e explicou que os núcleos estão espalhados por todo o Brasil e funcionam como quaisquer outros grupos espíritas no Brasil, mas dedicando-se ao trabalho de divulgação da Doutrina Espírita dentro do meio militar. Atualmente em 2023 Batista procura reviver a Escola de Samba Mirim Princesinha de Minas pra ensinar às crianças o que aprendeu na sua infância, que as escolas de samba são espaços socioculturais e políticos e que proporcionam aos jovens uma outra visão de vida. Batista sonha com uma Juiz de Fora mais unida em torno do carnaval para fortalecer ainda mais essa forte expressão cultural local. Para ele juiz de fora como estando na divisa do Rio tem um carnaval muito bom, com uma força cultural muito grande. Para ele o que ainda falta é a união dos moradores em torno dessa festa, que ajudara inclusive a melhor a educação. Ativo na comunidade, José Cristovam Batista Medeiros, morador do Bairro Industrial, questionou os vereadores quando haverá uma Audiência Pública para discutir as enchentes em seu bairro. Com sua vasta experiência, Batista concluiu dizendo que: “o mundo tem uma dívida com a negritude”.

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Alexandre Müller Hill Maestrini

Publicado por:

Alexandre Müller Hill Maestrini

Alexandre Müller Hill Maestrini é professor de alemão no Instituto Autobahn e autor de quatro livros: Cerveja, Alemães e Juiz de Fora, Franz Hill – Diário de um Imigrante Alemão, Lindolfo Hill – Um outro olhar para a esquerda e Arte Sutil.

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