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Terça-feira, 23 de Junho 2026
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Política

Projeto de lei propõe que monitorados paguem por tornozeleira eletrônica

Proposta está em tramitação na Câmara dos Deputados

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Projeto de lei propõe que monitorados paguem por tornozeleira eletrônica
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
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Um novo Projeto de Lei (PL 766/25) em análise no Congresso Nacional busca imputar aos indivíduos sob prisão temporária ou condenados a responsabilidade pelos custos de utilização e manutenção dos dispositivos de monitoramento eletrônico.

A proposição legislativa, atualmente sob avaliação na Câmara dos Deputados, visa modificar a Lei de Execução Penal (LEP).

Conforme o teor do projeto, o indivíduo monitorado terá a incumbência de zelar pela integridade do equipamento. Em situações de dano ou avaria, após perícia técnica, será exigido o ressarcimento dos prejuízos.

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É importante ressaltar que a obrigatoriedade de pagamento não se estenderá aos que forem agraciados com a gratuidade de justiça. Contudo, a negativa sem justificativa para o cumprimento da obrigação financeira implicará na inclusão do montante devido na dívida ativa.

Adicionalmente, o projeto prevê que os valores obtidos por meio dessa iniciativa serão direcionados ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), com o propósito de financiar custeios e investimentos no sistema prisional.

Estados e o Distrito Federal terão a prerrogativa de implementar sistemas de cobrança análogos.

Justificativa e implicações

O deputado Célio Studart (PSD-CE), proponente da matéria, argumenta que a iniciativa tem como finalidade primordial o combate ao crime organizado e a geração de recursos para a cobertura dos custos dos equipamentos.

Segundo o parlamentar, a vigilância eletrônica ininterrupta não apenas simplifica a detecção de violações de determinações judiciais, mas também reforça o aspecto preventivo em relação à reincidência criminal.

“A implementação da monitoração eletrônica e a cobrança correspondente pelo seu emprego representam estratégias com potencial para contribuir de forma expressiva na consecução desses objetivos”, defendeu o deputado Célio Studart.

Próximas etapas da tramitação

O trâmite da proposta ocorre em caráter conclusivo, o que significa que será submetida à análise de diversas comissões: a de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; a de Finanças e Tributação; e a de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para que a matéria seja convertida em lei, é imprescindível a aprovação tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

Entenda melhor o processo de tramitação de propostas legislativas
FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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