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Sexta-feira, 22 de Maio 2026
Justiça

Justiça do Paraná reduz pena de José Rodrigo Bandura por lesão corporal grave, citando "arrependimento eficaz"

Decisão do Tribunal de Justiça do Paraná reclassifica crime de tentativa de homicídio para lesão corporal grave em caso de agressão à companheira.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Justiça do Paraná reduz pena de José Rodrigo Bandura por lesão corporal grave, citando
© Joédson Alves/Agência Brasil
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Recentemente, a Justiça do Paraná acolheu um pedido da defesa de José Rodrigo Bandura, resultando na reclassificação do crime de tentativa de homicídio para lesão corporal grave. A decisão, que invoca o conceito de "arrependimento eficaz", modifica a acusação contra Bandura, que está preso por ter ateado fogo em sua companheira em junho de 2025.

Essa alteração processual transfere o caso para a Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, uma vez que a lesão corporal grave não é considerada um crime hediondo. Consequentemente, a pena máxima aplicável é drasticamente reduzida, passando de até 20 anos para tentativa de homicídio para um limite de cinco anos por lesão.

Os desembargadores Miguel Kfouri Neto, Mauro Bley Pereira Junior e Rotoli de Macedo fundamentaram a desclassificação na tese do "arrependimento eficaz". Eles consideraram que José Rodrigo Bandura prestou socorro à vítima após a agressão.

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Contudo, reportagens da época do crime revelaram que a mulher precisou se refugiar em um banheiro, trancando-se para evitar novas agressões.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) já anunciou que analisa a possibilidade de interpor recurso contra essa desclassificação. O órgão aguarda a conclusão de uma análise técnica e a abertura do prazo recursal.

Adicionalmente, o MPPR manifestou-se contrariamente ao pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa de Bandura, solicitação que foi indeferida pela Justiça do Paraná.

Vale ressaltar que o agressor possui um histórico de oito processos por violência doméstica, todos eles arquivados. Em um dos casos, datado de 2019, ele foi condenado a uma pena de pouco mais de três meses em regime semiaberto e ao pagamento de R$ 2 mil de indenização à vítima por agressões físicas.

Campanhas de combate à violência contra a mulher

O feminicídio, tipificado como crime hediondo desde 2015, continua sendo um tema central em diversas campanhas institucionais. Entre elas, destaca-se o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que recentemente celebrou seus 100 dias de implementação.

No âmbito legislativo, o Congresso Nacional discute um projeto de lei (PL 896/2023) que visa criminalizar a misoginia. Caso aprovado, a proposta incluirá a misoginia no rol de crimes de preconceito ou discriminação, com penas que variam de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

O PL 896/2023 já obteve aprovação no Senado em março, com 67 votos favoráveis e nenhum contrário. O texto aprovado é um substitutivo apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) ao projeto original da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).

*Colaboraram Letycia Treteiro Kawada e Ana Graziela Aguiar

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil*

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