O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (10) que o governo brasileiro avalia uma nova estratégia para a devolução de celulares roubados. A proposta visa enviar alertas aos usuários para que entreguem os aparelhos nas agências dos Correios, evitando o registro em delegacias e buscando a recuperação de milhões de dispositivos.
Durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília, Lula enfatizou a seriedade da medida. "Eu vou disparar o sinalzinho [mensagem] para quem estiver com celular roubado, devolver, porque, senão, haverá consequências", declarou o presidente.
A iniciativa surge após um estudo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) revelar a existência de aproximadamente 2,5 milhões de celulares roubados em todo o território nacional, evidenciando a dimensão do problema.
O presidente detalhou o potencial da ação: "Nós temos o cadastro, o endereço e o chassi de 2,5 milhões de celulares roubados. Eu ia apertar um botãozinho e passar a mensagem dizendo que todas as 2,5 milhões de pessoas que estão com o celular roubado têm que devolver".
Atualmente, já existe o aplicativo Celular Seguro, uma ferramenta que permite aos usuários bloquear de forma imediata o aparelho, a linha telefônica e as contas bancárias associadas ao smartphone em situações de roubo, furto ou extravio.
Distribuição de renda em foco
No mesmo encontro, o presidente Lula reforçou sua defesa por políticas de distribuição de renda e inclusão social. Ele argumentou que esses aspectos são mais relevantes do que meros números isolados de crescimento econômico.
"O que é importante é que aos poucos a gente vai colocando a parte mais sensível e mais pobre da população dentro do orçamento do país, levando a sério a educação, a saúde e a legalização de terras indígenas", declarou o chefe de Estado.
Lula mencionou que, na quinta-feira (11), o governo realizará a entrega de documentação referente a terras quilombolas. Este evento, segundo ele, representará a regularização de "48% de tudo quanto é terra quilombola registrada nesse país".
O presidente também aproveitou a ocasião para criticar a reação do mercado financeiro às metas fiscais estabelecidas pelo governo. "Se a gente tiver um déficit de 0,20% vai cair o mundo", ironizou.
Expectativa para a Copa do Mundo
Em um momento de descontração, o presidente Lula expressou seu desejo de vitória para a seleção brasileira. Ele espera que o Brasil vença sua partida de estreia na Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá neste sábado (13) contra a equipe do Marrocos, em Nova Jersey, Estados Unidos.
"Já errei em 1982, 1986. Mas eu quero que o Brasil ganhe. Se ganhar de meio a zero, já está bom", brincou o presidente, demonstrando otimismo.
* Colaborou Marcelo Brandão

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