O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (25) a abertura de um inquérito para apurar uma tentativa de fraude com inteligência artificial no sistema eletrônico da Corte. A medida foi tomada após a segurança do tribunal identificar uma manipulação tecnológica inédita para burlar o protocolo de recursos.
A equipe de tecnologia do STF detectou que um usuário utilizou um prompt de comando específico para forçar a plataforma digital a aceitar de forma automática um recurso que havia sido protocolado. O processo em questão discute a aplicação de cotas raciais para o ingresso de candidatos no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
A tentativa de invasão e manipulação do sistema foi frustrada graças a uma ferramenta interna de inteligência artificial desenvolvida pelo próprio setor de TI do STF. Esse mecanismo de defesa cibernética foi projetado especificamente para monitorar, identificar e bloquear interferências maliciosas e acessos atípicos nos sistemas do tribunal.
Diante da gravidade do fato, o ministro Zanin acionou o Ministério Público Federal (MPF) para dar início às investigações criminais. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) será notificada para que avalie possíveis sanções disciplinares contra o advogado responsável pelo protocolo do recurso.
Como punição imediata na esfera processual, o relator aplicou uma multa de dois salários mínimos ao defensor do caso. Zanin justificou a penalidade apontando uma clara violação dos deveres de lealdade e boa-fé que devem reger a conduta das partes no processo judicial.

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