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Terça-feira, 27 de Outubro 2026
Justiça

MPF fiscaliza transporte de indígenas no 2º turno das eleições

Ministério Público Federal reforça fiscalização após TSE dispensar autorização prévia para veículos da União no transporte de povos tradicionais.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
MPF fiscaliza transporte de indígenas no 2º turno das eleições
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O Ministério Público Eleitoral reforçou a fiscalização em todo o país para garantir o pleno direito ao transporte de indígenas e de povos tradicionais durante o segundo turno das Eleições. A medida foi intensificada após uma atuação direta do órgão que resultou na reconsideração, por parte do Tribunal Superior Eleitoral, de uma decisão que inicialmente exigia autorização prévia e individualizada para a utilização de veículos da União.

Em resumo:

  • Ministério Público Eleitoral reforça fiscalização para garantir transporte de indígenas no segundo turno das Eleições 2026.
  • TSE dispensou exigência de autorização prévia individual para uso de veículos e embarcações da União.
  • Medida atende pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para assegurar o direito ao voto.

A revogação da exigência anterior ocorreu após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentar uma ação ao Supremo Tribunal Federal solicitando providências urgentes. O argumento central apontava que a obrigatoriedade de aprovação casuística por juízes eleitorais na véspera do pleito seria impraticável e ameaçava impedir a participação de milhares de eleitores em territórios isolados.

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Utilização de veículos federais e panorama do primeiro turno

Com a nova diretriz estabelecida, os veículos e embarcações pertencentes a órgãos federais previstos no Plano de Trabalho aprovado pela Justiça Eleitoral passaram a ser empregados no deslocamento de eleitores de comunidades quilombolas, indígenas e tradicionais. A mobilização logística buscou reverter o cenário adverso registrado na primeira etapa do pleito.

Estatísticas divulgadas pelo Ministério dos Povos Indígenas revelaram que a taxa de abstenção entre eleitores indígenas alcançou 26% no primeiro turno, superando a média nacional de 20%. Lideranças de estados como Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco, Amazonas e Pará reportaram falhas de logística, escassez de combustível e ausência de apoio para o acesso às urnas.

Fiscalização ampliada e suporte às comunidades tradicionais

Diante das dificuldades relatadas, o vice-procurador-geral-Eleitoral, Alexandre Espinosa, expediu orientações a todos os promotores e procuradores eleitorais para intensificar a vigilância sobre o atendimento a essas populações. Mais de três mil membros do Ministério Público atuaram na cobertura do dia de votação para coibir falhas operacionais e garantir a acessibilidade.

Paralelamente, ações judiciais conduzidas ao longo da semana anterior asseguraram que a União fornecesse suporte logístico abrangendo transporte gratuito e alimentação para comunidades em áreas de difícil acesso. O governo federal também foi incumbido de prestar apoio operacional às prefeituras, incluindo a disponibilização de sinalização e intérpretes nos locais de votação.

Canais de denúncia e atuação coordenada

Mais de três mil procuradores e promotores eleitorais acompanharam o dia de votação em todo o país. O Ministério Público Eleitoral disponibilizou o sistema MPF Serviços para o recebimento de denúncias de irregularidades por parte dos cidadãos e das comunidades afetadas.

A atuação coordenada envolveu diferentes frentes institucionais para assegurar que as diretrizes fossem cumpridas integralmente durante o pleito, buscando coibir eventuais falhas operacionais e garantir o acesso regular aos locais de votação designados.

Desafios adicionais e barreiras de comunicação

Lideranças indígenas de estados como Minas Gerais, Mato Grosso, Amapá, Pernambuco, Amazonas e Pará relataram que diversos eleitores deixaram de votar por falta de transporte adequado, combustível, apoio logístico e intérpretes capacitados para auxiliar durante o processo de votação.

No Amapá, por exemplo, eleitores pertencentes aos povos Tiriyó e Kaxuyana teriam sido impedidos de exercer o voto por não compreenderem devidamente as orientações repassadas pelos mesários nas seções eleitorais designadas.

*Com informações oficiais de Ministério Público Federal (MPF).

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FONTE/CRÉDITOS: Fonte: Ministério Público Federal (MPF)

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