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Terça-feira, 27 de Outubro 2026
Saúde

Ministério da Saúde orienta sobre intoxicação por fumaça de queimadas

Governo federal alerta profissionais de saúde para riscos do El Niño, queimadas e intoxicação por fumaça em pacientes nas regiões Central e Norte.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Ministério da Saúde orienta sobre intoxicação por fumaça de queimadas
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O fenômeno climático El Niño apresenta uma probabilidade de 81% de atingir intensidade muito forte entre os meses de outubro e dezembro, ampliando significativamente os riscos de secas severas, ondas de calor e incêndios florestais no Brasil. A projeção integra um boletim conjunto elaborado por sete órgãos federais,

Em resumo:

  • El Niño tem 81% de chances de atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro.
  • Ministério da Saúde orienta notificação de intoxicações por fumaça no Sinan.
  • Grupos mais vulneráveis incluem crianças, idosos, gestantes e povos indígenas.

que apontam o calor e a estiagem prolongada nas regiões Central e Norte como fatores críticos para o agravamento das queimadas. Diante desse cenário de alerta, os serviços públicos de saúde preparam-se para lidar com um volume maior de atendimentos motivados pela exposição direta da população à fumaça tóxica.

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Para estruturar essa resposta na rede pública, o Ministério da Saúde publicou orientações voltadas à identificação e notificação de intoxicações causadas por fumaça no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). As diretrizes operacionais e os critérios técnicos estão formalizados na Nota Técnica nº 3/2025-CGVAM/DVSAT/SVSA/MS,

documento repassado aos profissionais de saúde para padronizar o acolhimento e o registro dos casos em todo o país. O objetivo é garantir que a rede assistencial reconheça rapidamente os sintomas associados à inalação de poluentes provenientes de queimadas.

Critérios clínicos e grupos de maior vulnerabilidade

A definição oficial estabelece como caso suspeito qualquer pessoa que manifeste sintomas respiratórios, cardiovasculares ou neurológicos após ter sido exposta a queimadas, incêndios florestais ou outras fontes densas de fumaça. Entre os sinais clínicos mais comuns observados nos pacientes estão falta de ar, tosse persistente, dor no peito, dor de cabeça, tontura, náusea, confusão mental e episódios de desmaio.

O Ministério da Saúde alerta que o monóxido de carbono, um gás incolor e inodoro presente na fumaça, é um dos principais agentes tóxicos, sendo que níveis de carboxihemoglobina superiores a 30% já indicam um quadro de intoxicação grave.

Pacientes que sofrem intoxicação severa e perdem a consciência podem apresentar manifestações neuropsiquiátricas tardias, tais como alterações de memória e de humor, com surgimento estimado em até 40 dias após a exposição inicial. O documento técnico reforça que crianças, idosos, gestantes, pessoas com histórico de doenças respiratórias ou cardíacas e os povos indígenas aldeados compõem os grupos populacionais mais vulneráveis.

No âmbito profissional, o risco ocupacional é acentuado para bombeiros, brigadistas, trabalhadores rurais e florestais, agentes de Defesa Civil e profissionais de saúde que atuam na linha de frente.

Procedimentos de notificação e plano de emergência

Todo atendimento médico que resulte em caso suspeito ou confirmado de intoxicação exógena deve ser obrigatoriamente registrado por meio da Ficha de Investigação de Intoxicação Exógena. O protocolo determina que o Campo 49 receba a marcação '14 – Outros' acompanhada da especificação 'fumaça', enquanto o Campo 55 deve conter a marcação '13 – Outra' detalhada como 'queimadas ou incêndios florestais'.

Os campos de 65 a 71 são reservados para o acompanhamento e o registro detalhado da evolução e do desfecho clínico do paciente atendido na rede.

Para a população indígena, o fluxo de registro é complementado pelo sistema Sasi SUS, operacionalizado por meio dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Essas medidas de vigilância epidemiológica fazem parte do Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027, apresentado pelo Ministério da Saúde.

O planejamento federal engloba a criação de salas de situação com especialistas, aprimoramento logístico para distribuição de medicamentos e kits emergenciais, além do posicionamento de bases regionais da Força Nacional do SUS com capacidade de deslocamento de equipes em até 48 horas.

*Com informações oficiais de Ministério da Saúde.

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FONTE/CRÉDITOS: Fonte: Ministério da Saúde

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