A telessaúde no Sistema Único de Saúde (SUS) consolidou uma expansão histórica entre os anos de 2022 e 2026, alcançando a marca de 63 Núcleos de Telessaúde em operação. O crescimento representa um salto de 384,62% em relação aos 13 núcleos existentes no início do período, garantindo a presença da rede em todas as 27 unidades da Federação.
Em resumo:
- O número de Núcleos de Telessaúde saltou de 13 em 2022 para 63 em 2026.
- Investimento total em 2026 ultrapassa R$ 248,9 milhões entre recursos e incentivos.
- SUS registrou mais de 12 milhões de procedimentos digitais entre janeiro de 2025 e outubro de 2026.
- Recursos destinados aos núcleos e pontos de telessaúde cresceram 612% em quatro anos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a estratégia recebeu um aporte superior a R$ 248,9 milhões em recursos e incentivos apenas em 2026, visando democratizar o acesso a diagnósticos e consultas especializadas nas cinco regiões do Brasil.
Entre janeiro de 2025 e outubro de 2026, o sistema público de saúde contabilizou mais de 12 milhões de procedimentos realizados por meio de tecnologias digitais. De acordo com a secretária de Informação e Saúde Digital da pasta, Maria Aparecida Cina da Silva, os números evidenciam que a telessaúde ganhou escala e maturidade dentro do SUS.
A iniciativa busca oferecer suporte técnico para decisões clínicas, qualificar o fluxo de encaminhamentos e fortalecer a continuidade do cuidado, aproximando o conhecimento especializado de pacientes que residem em áreas remotas ou com carência de profissionais.
Investimentos e aporte financeiro via Novo PAC e PROADI-SUS
O volume de recursos destinados à estruturação da rede de telessaúde registrou uma evolução de 612% em quatro anos. Enquanto em 2022 o montante era de aproximadamente R$ 24,2 milhões, o valor saltou para R$ 172,3 milhões em 2026, montante sete vezes superior ao registrado inicialmente.
Desse total aplicado no último ano, R$ 116,26 milhões foram destinados ao custeio operacional para manutenção dos serviços, enquanto R$ 56,03 milhões foram aplicados em investimentos de capital por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Os investimentos do Novo PAC foram subdivididos para atender diferentes frentes tecnológicas: R$ 23,44 milhões foram alocados diretamente nos núcleos e R$ 32,60 milhões foram investidos na aquisição de kits de telessaúde. Além do orçamento direto,
o setor foi fortalecido por R$ 76,66 milhões em isenções fiscais vinculadas a projetos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). Somando-se todas as fontes, o investimento total em 2026 atingiu a marca de R$ 248,96 milhões, refletindo a prioridade dada à transformação digital da saúde pública.
Evolução dos telediagnósticos e atendimentos na rede pública
A ampliação da infraestrutura refletiu diretamente na produtividade do sistema. Na modalidade de Oferta Nacional de Telediagnóstico (ONTD), o SUS saltou de 1,19 milhão de procedimentos em 2022 para 2,24 milhões em 2025, um crescimento de 88,22%.
A tendência de alta permaneceu em 2026, com o registro de 1,77 milhão de telediagnósticos apenas entre os meses de janeiro e agosto. Esses exames realizados à distância permitem que laudos especializados cheguem com mais agilidade a municípios do interior, otimizando o tempo de resposta para o tratamento dos pacientes.
Na Atenção Especializada, o crescimento foi ainda mais acentuado, com os teleatendimentos passando de 656,9 mil em 2022 para 1,63 milhão em 2025, o que representa uma alta de 149%. O monitoramento anual mostra que em 2023 foram realizados 680 mil atendimentos, subindo para 1,1 milhão em 2024.
Até o primeiro semestre de 2026, o SUS já havia registrado quase 1,1 milhão de teleatendimentos nesta categoria. A Atenção Primária à Saúde (APS) também acompanhou o movimento, registrando 563.575 atendimentos em 2025, um aumento de 57% comparado ao ano anterior.
Impacto regional e fortalecimento nas regiões Norte e Nordeste
Os projetos desenvolvidos pelo PROADI-SUS desempenharam um papel fundamental na redução de desigualdades regionais, com foco especial nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Entre 2022 e 2025, a produção de serviços vinculada a esses projetos específicos cresceu 283,65%, passando de 60.828 para 233.367 registros anuais. No triênio de 2024 a 2026, os recursos aprovados para as iniciativas Tele Nordeste e Tele Norte Centro-Oeste alcançaram R$ 208,8 milhões, um incremento de 120% em relação ao triênio anterior.
O Ministério da Saúde ressalta que, a partir de janeiro de 2025, foi implementada uma nova metodologia de registro para os procedimentos de telessaúde, o que aprimora a precisão dos dados coletados pelo portal SAGE. Para a secretária Maria Aparecida Cina da Silva, o avanço tecnológico é uma estratégia de inclusão, garantindo que a saúde digital alcance as pessoas que mais precisam, independentemente da localização geográfica.
A expansão dos núcleos e o aumento expressivo da produção de serviços consolidam a telessaúde como um pilar essencial para a modernização e eficiência do Sistema Único de Saúde.
*Com informações oficiais de Ministério da Saúde.
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