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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
Brasil/Mundo

Terceiro acusado pela morte de Moïse Kabagambe vai a júri popular

Brendon, o último dos três denunciados, enfrentará o julgamento. O crime ocorreu em 24 de janeiro de 2022 em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Terceiro acusado pela morte de Moïse Kabagambe vai a júri popular
© Agência Brasil/Tomaz Silva
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Nesta quarta-feira (15), Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, o terceiro indivíduo acusado de envolvimento no assassinato do jovem congolês Moïse Kabagambe, será submetido a júri popular. A sessão está agendada para iniciar às 11h, no I Tribunal do Júri da Capital, localizado no Centro do Rio de Janeiro. O trágico evento que resultou na morte de Moïse aconteceu em 24 de janeiro de 2022, em um quiosque situado na Praia da Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense.

Brendon representa o último dos três indivíduos apontados como executores a ser julgado. Os outros dois réus, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, já foram condenados em março de 2025, recebendo penas que, quando somadas, totalizam 44 anos de reclusão em regime fechado.

Conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público, registros de câmeras de segurança do quiosque Tropicália evidenciam a participação direta de Brendon nas agressões. Ele também foi flagrado em uma das cenas mais chocantes do caso: posando para uma fotografia ao lado de outro acusado, junto à vítima já imobilizada no chão, amarrada e aparentemente sem consciência.

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Em seguida, segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Brendon realizou um gesto com as mãos conhecido como “hang loose”, comumente associado a uma saudação informal. Esse ato, na época, ressaltou a percepção de extrema frieza por parte dos envolvidos no crime.

Os registros audiovisuais também revelam que os três acusados agrediram Moïse por aproximadamente 13 minutos, utilizando um taco de beisebol, além de desferir socos, chutes e tapas. Mesmo sem oferecer qualquer resistência, a vítima foi derrubada, contida e amarrada, permanecendo em uma situação de total indefesa diante da brutalidade dos ataques.

Durante o julgamento prévio de Fábio e Aleson, o Conselho de Sentença acatou integralmente as argumentações do MPRJ, reconhecendo que o delito foi motivado por razões banais, executado com extrema crueldade e por meio de um método que inviabilizou qualquer possibilidade de defesa por parte da vítima.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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