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Terça-feira, 19 de Maio 2026
Justiça

STF encontra dificuldades para notificar Mário Frias sobre apuração de filme de Bolsonaro

O parlamentar não foi localizado no endereço fornecido pela Câmara dos Deputados, em uma investigação preliminar que apura o suposto desvio de R$ 2 milhões.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
STF encontra dificuldades para notificar Mário Frias sobre apuração de filme de Bolsonaro
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta obstáculos para notificar o deputado federal Mário Frias (PL-SP) em uma apuração preliminar relacionada ao suposto desvio de finalidade de R$ 2 milhões destinados a uma ONG vinculada à produtora do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Frias não foi encontrado no endereço indicado pela Câmara dos Deputados, levantando questões sobre a comunicação judicial.

A investigação preliminar no STF tem como foco o deputado, apontado como produtor-executivo do longa-metragem. A suspeita recai sobre a destinação de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, uma entidade que possui laços com a Go Up Entertainment, produtora responsável pela gravação do filme ainda inédito.

A busca por Mário Frias intensificou-se na segunda-feira (18), quando um oficial de justiça se dirigiu ao endereço do parlamentar em Brasília. No entanto, o porteiro do edifício informou que o deputado não reside no local há cerca de dois anos.

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Este endereço havia sido fornecido pela Câmara dos Deputados, após determinação do ministro Flávio Dino, relator do caso, que solicitou a indicação do local de residência do parlamentar para efetivar a notificação.

Anteriormente, na quarta-feira (13) da semana passada, o oficial de justiça tentou contato telefônico com o gabinete de Frias na Câmara. A secretária do deputado informou que ele estaria em "missão internacional" e sem previsão de retorno ao país.

Esta não é a primeira tentativa de comunicação. O Supremo já havia tentado notificar Mário Frias em outras três ocasiões: em 31 de março e nos dias 7 e 14 de abril, sem sucesso.

Origem da apuração e argumentos de defesa

O caso chegou ao conhecimento do STF por meio de uma representação formalizada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que levantou as suspeitas sobre a movimentação dos recursos.

Mário Frias, por sua vez, defende a regularidade das emendas parlamentares. Ele cita um parecer da Advocacia da Câmara, que supostamente atesta a ausência de inconsistências ou vícios formais nos processos.

A controvérsia em torno do filme "Dark Horse" ganhou destaque após o site The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar as gravações.

Após a divulgação da conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou veementemente ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro, afirmando que os recursos envolvidos eram de origem privada.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil

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