A Instância Mineira de Participação Social (IMPS/Doce) realizou, nesta quinta-feira (26), sua segunda reunião ordinária e a primeira agenda oficial diretamente no território atingido pelo rompimento da barragem de Fundão, em Ponte Nova. O encontro ocorreu no Pontenovense Clube e reuniu órgãos estaduais como Seplag-MG, Emater-MG, Copasa, além de Instituições de Justiça e assessorias técnicas independentes.
A IMPS é um mecanismo instituído para garantir que as pessoas impactadas pelo desastre tenham voz ativa na definição, fiscalização e acompanhamento das ações de reparação e compensação.
Pautas Técnicas e Participação Comunitária
Durante a reunião, foram discutidos projetos estratégicos para a região e respondidas demandas técnicas das comunidades:
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Infraestrutura: Detalhes e critérios sobre a duplicação da BR-356, no trecho que liga a Mariana.
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Energia: Apresentação do edital da Emater-MG para a instalação de usinas fotovoltaicas.
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Saneamento: Planejamento para a retomada da captação de água nos municípios de Itueta e Resplendor.
A voz dos atingidos
Embora a instância tenha caráter consultivo e não deliberativo, os membros titulares destacam a importância do espaço para tentar ajustar pontos do acordo de repactuação que não contemplaram plenamente as necessidades locais. Para Maria Célia Albino de Andrade, membra titular, a IMPS permite "achar brechas para melhorar a vida dos atingidos".
A promotora de Justiça Shirley Machado de Oliveira, representante do MPMG, reforçou que o objetivo é assegurar transparência na execução do acordo, permitindo que os representantes das comunidades proponham aprimoramentos às ações em andamento.
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