A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para apurar três denúncias consecutivas de assédio sexual que teriam sido praticadas por um mesmo funcionário no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora. O suspeito é um homem de 36 anos de idade que atua como servidor da unidade hospitalar. As investigações foram centralizadas e correm pela Primeira Delegacia de Polícia Civil no bairro São Mateus.
Perfil das vítimas e os relatos de abusos
Os registros policiais foram efetuados por três mulheres com idades de 23, 41 e 50 anos. De acordo com os depoimentos, o servidor realizava abordagens invasivas de conotação sexual e contato físico sem consentimento, além de manifestar comportamentos inadequados no ambiente laboral.
O caso mais recente envolveu a funcionária de 41 anos, que relatou ter sido atacada pelo colega de trabalho enquanto desempenhava suas funções. Segundo a denúncia, o homem se aproximou, desferiu um tapa e passou a mão em suas nádegas, proferindo frases de teor sexual. O relato aponta ainda que o autor retirou a própria camisa, puxou os cabelos da vítima e continuou com as investidas de assédio mesmo após a mulher tentar se afastar. O episódio foi presenciado por outra testemunha da equipe médica.
Histórico de condutas e providências
Relatórios encaminhados pela supervisão do hospital informaram aos policiais militares que o servidor já vinha apresentando condutas importunas com outras funcionárias há algumas semanas. No último fim de semana, outras duas servidoras registraram boletins de ocorrência detalhando que o autor tentou agarrá-las, utilizou palavras de baixo calão e repetiu gestos libidinosos sem autorização.
Em nota oficial, a Prefeitura de Juiz de Fora repudiou os atos de violência de gênero e informou que o profissional foi afastado de suas atividades assim que a primeira denúncia formalizada veio a público. O município ressaltou que colabora ativamente com as diligências policiais e cobra da empresa terceirizada responsável o acolhimento imediato das vítimas e apoio irrestrito para o esclarecimento dos fatos. O suspeito não foi preso em flagrante por ter deixado o local antes da chegada das viaturas.
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