O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, revogou as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que estava lotado na sede da PF em Brasília.
De acordo com Rodrigues, essa iniciativa do governo brasileiro constitui um ato de reciprocidade, em resposta à determinação do governo estadunidense para que o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, também da PF, deixasse o território americano.
"Com pesar, retirei as credenciais de um servidor dos EUA, em observância ao princípio da reciprocidade", declarou Andrei durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews.
A Agência Brasil buscou contato com a assessoria de imprensa da Polícia Federal para obter confirmação da notícia e detalhes sobre a sucessão de Marcelo Ivo pela delegada Tatiana Alves Torres.
Contudo, até o momento da publicação desta reportagem, não houve retorno.
Entenda
Na segunda-feira anterior, dia 20, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos comunicou a solicitação para que um “funcionário brasileiro” deixasse o país. Embora o comunicado não mencione nomes, o teor sugere que se refere a um delegado da Polícia Federal ligado à detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem.
Ramagem foi liberado na quarta-feira, dia 15, depois de permanecer detido por dois dias na Flórida.
O ex-deputado já ocupou o cargo de diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No ano anterior, o Supremo Tribunal Federal (STF) sentenciou Ramagem a 16 anos de reclusão em um processo criminal referente à articulação golpista.
Na terça-feira, 21, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou o assunto durante uma visita à Alemanha, enfatizando o conceito de reciprocidade.
"Se houver um abuso por parte dos americanos em relação ao nosso policial, agiremos com reciprocidade em relação ao deles no Brasil. Não há outra alternativa", afirmou Lula.
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