Uma operação coordenada entre policiais civis de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e agentes do estado de Sergipe foi deflagrada nesta quarta-feira (8) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa dedicada a aplicar golpes financeiros em aposentados.
A ação visou cumprir dois mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão em residências. O foco era um casal suspeito de gerenciar um esquema de falsas portabilidades de empréstimos consignados, que resultou em perdas financeiras em várias regiões do país.
O casal foi detido em sua residência durante a operação conjunta das forças policiais na Baixada Fluminense.
As investigações tiveram início em novembro de 2023, após um casal de aposentados de Telha, no interior de Sergipe, registrar um prejuízo superior a R$ 20 mil.
Os criminosos contatavam as vítimas por aplicativos de mensagem, apresentando-se como representantes de bancos. Eles ofereciam a transferência de empréstimos existentes para outras instituições financeiras, prometendo juros consideravelmente mais baixos para atrair os idosos.
Segundo o delegado Ruidiney Nunes, chefe da delegacia de Aquidabã, em Sergipe, a fraude consistia em promessas de portabilidade de empréstimos com taxas de juros reduzidas. "Na prática, os idosos eram levados a contrair novos empréstimos, cujos valores eram repassados a empresas ligadas aos estelionatários", explicou.
Durante a execução do plano, os falsos representantes bancários induziam os idosos a firmar novos contratos de empréstimo.
Posteriormente, os valores obtidos eram transferidos para contas de empresas controladas pelo grupo, sob o pretexto de quitar a dívida anterior. Contudo, a quitação não ocorria, e os golpistas ficavam com o dinheiro, deixando as vítimas com o ônus de duas dívidas simultâneas.
A análise dos dados coletados durante a investigação indicou que o esquema operava de forma contínua e tinha alcance nacional. Há indícios de crimes cometidos em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Norte e Bahia, além de Sergipe e Rio de Janeiro.
Entre os casos documentados, em São Paulo, uma idosa de 70 anos foi persuadida a contratar um empréstimo de R$ 30 mil. Em outra situação, uma vítima chegou a transferir R$ 55 mil para a organização criminosa.
Todo o material apreendido na operação, incluindo telefones celulares e notebooks, será submetido a perícia técnica. O objetivo é identificar outros participantes do esquema e possíveis novas vítimas da quadrilha.
Ruidiney Nunes aconselhou que aposentados e pensionistas desconfiem de ofertas de crédito recebidas por aplicativos de mensagem e evitem compartilhar informações pessoais ou bancárias sem antes verificar a procedência do contato e a identidade da pessoa.
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