A Operação Patmos resultou na condenação de um escrivão da Polícia Civil de Ubá, na Zona da Mata, por ato de improbidade administrativa. De acordo com as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o policial se apropriou de bens públicos retirados da Delegacia Regional sem autorização legal.
Esquema descoberto em 2019
Deflagrada em setembro de 2019, a operação apurou que o agente levou para casa uma grande quantidade de bens, materiais e documentos vinculados a investigações em andamento. Durante buscas realizadas pela Corregedoria da Polícia Civil, foram apreendidos no imóvel do servidor armas de fogo, celulares, cédulas falsas e documentos ligados a dezenas de procedimentos policiais.
Sentença condenatória
Na decisão publicada em 15 de setembro, o Poder Judiciário reconheceu os graves atos de improbidade administrativa praticados pelo escrivão e determinou:
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Pagamento de multa civil de R$ 25 mil;
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Perda do cargo público;
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Proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais e creditícios por oito anos.
Além disso, o condenado ainda responde a processos criminais em andamento na Justiça.
Histórico da Operação Patmos
A operação Patmos, conduzida pelo MPMG em conjunto com a Polícia Civil, já havia identificado anteriormente o envolvimento de servidores em práticas ilícitas, incluindo a apreensão de armas, munições e materiais de origem suspeita. O caso de Ubá reforça a gravidade dos fatos apurados e o comprometimento das autoridades em combater desvios dentro das instituições públicas.
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