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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Justiça

Ministério Público de Minas Gerais recorre ao STJ sobre Brumadinho

MPMG apresentou embargos de declaração ao Superior Tribunal de Justiça question ando decisão sobre auxílio emergencial e reparação em Brumadinho.

Geraldo Gomes
Por Geraldo Gomes
Ministério Público de Minas Gerais recorre ao STJ sobre Brumadinho
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apresentou embargos de declaração ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) solicitando esclarecimentos sobre uma decisão proferida no âmbito da Petição nº 19.005/MG. A medida está relacionada às ações de reparação de danos decorrentes do rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão,

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Em resumo:

  • Ministério Público de Minas Gerais apresentou embargos de declaração ao STJ.
  • Recurso questiona decisão que suspendeu repasse de auxílio emergencial da Vale.
  • Órgão aponta falta de intimação prévia e necessidade de reparação integral.

Da mineradora Vale, tragédia ocorrida em Brumadinho. A decisão questionada suspendeu o repasse do auxílio emergencial. O pagamento era feito pela empresa aos atingidos. A suspensão Vale até o julgamento do recurso da companhia.

Protocolado em 5 de novembro, o documento do MPMG aponta que o ato judicial apresenta omissões e pontos que necessitam de esclarecimento. A instituição destaca especialmente a ausência de intimação prévia do órgão para se manifestar nos autos, mesmo atuando como fiscal da ordem jurídica no processo. Segundo o Ministério Público, a falta de oitiva prévia compromete garantias processuais fundamentais, a exemplo do contraditório e do devido processo legal.

Contestação sobre a reparação integral e a coisa julgada

O MPMG argumenta sobre questões processuais importantes. A decisão do STJ deixou de enfrentar debates fundamentais. Trata-se do princípio da reparação integral na legislação. A extensão de qualquer indenização deve observar a dimensão dos prejuízos. Os danos atingiram tanto a população quanto o meio ambiente. O desastre ocorreu pelo rompimento da barragem.

O recurso aborda novos pedidos apresentados por moradores e atingidos. Esses pedidos poderiam representar uma afronta à coisa julgada. A estabilidade decorre do Acordo Judicial de Reparação Integral. Contudo, o MPMG sustenta que o próprio acordo prevê expressamente hipóteses de responsabilização em situações de danos permanentes ou supervenientes. Para o órgão, buscar a reparação de prejuízos que não foram contemplados na transação original não configura desrespeito à decisão judicial anteriormente homologada.

Posicionamento do MPMG e pedidos de esclarecimento

O procurador de Justiça Eduardo Nepomuceno assina o documento oficial. Ele argumenta que a segurança jurídica não é barreira. A proteção não impede a análise de danos comprovados posteriormente. Para o representante do Ministério Público, a reparação deve ser medida pela extensão real. Os danos foram gerados pelo desastre na região. A visão supera os valores do acordo inicial firmado.

O MPMG requer formalmente o acolhimento dos embargos de declaração ao concluir a petição. O objetivo é fazer o STJ sanar todas as omissões apontadas. A medida busca esclarecer pontos obscuros na decisão anterior. A solicitação do órgão ministerial inclui a modificação do entendimento adotado. O tribunal superior havia decidido anteriormente de outra forma. A ação visa assegurar os direitos dos atingidos pela Vale.

Argumentos sobre a segurança jurídica e os pedidos do MPMG

O procurador de Justiça Eduardo Nepomuceno assinou o documento oficial. A instituição ressalta que a preservação da segurança jurídica tem limites. Ela não deve impedir a avaliação de prejuízos que continuem ativos. Conforme o órgão ministerial, a reparação precisa corresponder à dimensão real dos impactos causados pelo desastre ambiental.

O Ministério Público de Minas Gerais protocolou a petição ao final. O órgão solicita que o Superior Tribunal de Justiça acolha os embargos. A medida serve para corrigir falhas e esclarecer trechos obscuros. A pretensão é que o tribunal possa reavaliar e eventualmente alterar o entendimento fixado anteriormente sobre a suspensão dos repasses.

*Com informações oficiais de Ministério Público de MG (MPMG).

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FONTE/CRÉDITOS: Fonte: Ministério Público de MG (MPMG)

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Jornalista, fundador, diretor-presidente e editor-geral da RCWTV, portal de notícias de Juiz de Fora e da Zona da Mata. Começou na TVE, a TV pública de Juiz de Fora, como diretor de imagem, empreendeu com a Gospel Videos e Produções e transformou a...

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