Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma sabatina no Jornal Nacional nesta quinta-feira (15) e defendeu a discussão sobre a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos específicos de crimes hediondos.
Durante a entrevista conduzida pela TV Globo, o chefe do Executivo declarou que é favorável a essa mudança, mas ressaltou que o tema deve ser debatido no Congresso Nacional apenas após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
“Meu pensamento, enquanto cidadão, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal para todo e todo crime hediondo. Mas a PEC não estava discutindo isso. Eu sou favorável a reduzir para 16 anos, mas não nessa PEC”, argumentou o candidato perante os jornalistas.
O texto da PEC já passou pela Câmara dos Deputados e ganhou celeridade no Senado Federal. Ele está pronto para ser votado em plenário em dois turnos, embora ainda não exista um cronograma oficial definido para essa deliberação.
Debate sobre segurança pública
No tocante à segurança pública, o candidato justificou a necessidade da PEC para assegurar uma atuação mais integrada da União junto aos estados, ponderando que as administrações estaduais falharam na entrega de resultados efetivos à população.
Economistas e analistas políticos acompanham de perto os desdobramentos dessas propostas legislativas, que também envolvem discussões sobre o papel das polícias e o combate rigoroso às facções criminosas dentro do sistema prisional brasileiro.
“Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país”, pontuou o atual mandatário durante a sabatina na emissora.
Cenário econômico e relações externas
No campo econômico, ao abordar a dívida pública, Lula defendeu que a melhor estratégia para o crescimento passa pelo fortalecimento do poder de compra das camadas mais vulneráveis da sociedade, rechaçando cortes de gastos que afetem os mais pobres.
“O que faz a economia do Brasil crescer é a microeconomia, é fazer o dinheiro rodar na mão do povo”, defendeu, mencionando ainda planos para o reajuste do Bolsa Família e a implementação da tarifa zero no transporte público aos fins de semana.
Questionado sobre os impactos do tarifaço comercial imposto pelos Estados Unidos, o presidente minimizou os prejuízos ao destacar a diversificação das exportações brasileiras para mercados como China, Indonésia e Alemanha.
“Quem deve estar preocupado conosco são os Estados Unidos. Eu não quero aplicar a Lei da Reciprocidade, mas se tiver que fazer nós vamos”, concluiu.

RCWTV
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se