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Justiça

Luiz Fux suspende despacho de Dino sobre posts contra Flávio Bolsonaro

Medida cautelar restaura a retirada de conteúdos das redes sociais até que o plenário do Supremo julgue a controvérsia eleitoral.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Luiz Fux suspende despacho de Dino sobre posts contra Flávio Bolsonaro
© Carlos Moura/SCO/STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux suspendeu, na noite de segunda-feira (28), a decisão liminar do ministro Flávio Dino que autorizava a veiculação de publicações na internet associando o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro a supostos ataques contra Nossa Senhora Aparecida.

Com o novo despacho, volta a ter efeito a ordem emitida pelo ministro André Mendonça, integrante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia determinado a remoção imediata dos conteúdos das plataformas digitais.

A determinação de Luiz Fux mantém os posts bloqueados temporariamente, ao menos até que o plenário do STF faça uma análise definitiva sobre o tema.

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Disputa jurídica entre ministros

O caso teve início após publicações nas redes sociais, incluindo uma postagem do humorista Antonio Tabet, ligarem a campanha do candidato a declarações contra a padroeira do país.

Após Mendonça mandar remover o conteúdo no âmbito eleitoral, Dino acolheu um recurso de Tabet sob a alegação de defesa da liberdade de expressão, argumentando ausência de citação nominal direta ao presidenciável.

Em resposta, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro recorreu a Fux, relator de ações relativas ao Marco Civil da Internet. O magistrado questionou a validação de fatos sem comprovação pelo Judiciário às vésperas do pleito.

Tensões institucionais

Ao justificar a medida, Fux destacou a sensibilidade do momento eleitoral e ressaltou que o plenário precisa deliberar se houve ou não afronta à livre manifestação de pensamento.

O episódio também provocou reações na Justiça Eleitoral. O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, chegou a enviar um ofício ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, manifestando preocupação com interferências externas sobre as decisões tomadas pela Corte eleitoral.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil

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