O Tribunal de Apelação de Roma, na Itália, anunciou nesta quinta-feira (16) uma nova deliberação que favorece a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. O pedido foi feito pelo governo brasileiro após a parlamentar ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A mesma instância judicial italiana já havia emitido um parecer positivo para a extradição em um processo anterior, onde Zambelli foi sentenciada pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023.
Agora, o tribunal também atendeu à solicitação referente a uma segunda condenação, esta por porte ilegal de arma de fogo, que resultou em uma pena de 5 anos e 3 meses de reclusão.
Essa segunda sentença está ligada a um incidente ocorrido em outubro de 2022, em São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Na ocasião, Zambelli empunhou uma arma em plena luz do dia enquanto perseguia um homem que a havia criticado.
Zambelli, por sua vez, alega perseguição política e já recorreu da primeira decisão que autorizou sua extradição. A nova deliberação também é passível de recurso.
Fuga
Com cidadania italiana, a ex-parlamentar deixou o território nacional em junho do ano passado, atravessando a fronteira terrestre com a Argentina, e seguiu para a Itália antes que o Supremo determinasse sua prisão.
Subsequentemente à sua partida para a Itália, o governo brasileiro formalizou o pedido de extradição da ex-deputada. Em julho do ano passado, Zambelli foi detida em Roma, capital italiana, e desde então teve diversos pleitos para aguardar a decisão sobre a extradição em liberdade indeferidos.
Atualmente, ela se encontra detida no presídio de Rebibbia, em Roma.
Mesmo com a confirmação dessas decisões judiciais, a palavra final sobre a eventual extradição compete ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio.
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