O ministro Gilmar Mendes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou recentemente a anulação da deliberação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A decisão da CPI havia resultado na quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridth Participações, uma empresa com vínculos familiares com o ministro Dias Toffoli.
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Mendes justificou sua decisão argumentando que o escopo da investigação da CPI não apresentava conexão com o Banco Master. Consequentemente, a quebra de sigilo foi considerada um desvio de finalidade e deveria ser invalidada.
Investigações conduzidas pela Polícia Federal indicaram que fundos de investimentos associados ao Banco Master efetuaram transações financeiras com a Maridth. Esta última, por sua vez, foi a proprietária do resort Tayayá, situado no estado do Paraná.
O ministro Gilmar Mendes enfatizou em sua argumentação que "qualquer forma de produção de provas, como a quebra de sigilos, a coleta de depoimentos ou a elaboração de relatórios, realizada em contextos desconectados ou estranhos ao ato que instituiu a comissão, configura um evidente desvio de finalidade e abuso de poder". Ele complementou, explicando que "a aplicação de medidas restritivas só encontra amparo legal quando há um rigoroso vínculo de pertinência com o objetivo que justificou a formação da comissão".
A decisão da CPI de autorizar a quebra dos sigilos da referida empresa, que supostamente detinha participação em um resort de luxo no Paraná com conexões ao Banco Master, havia sido tomada na última quarta-feira, dia 25.
Adicionalmente, a CPI havia aprovado solicitações para convidar o ministro Dias Toffoli e para convocar seus irmãos, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, ambos identificados como sócios do empreendimento em questão.

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