Centenas de estudantes universitários se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, na noite desta quarta-feira (17), para protestar contra os cortes de verbas destinados às universidades públicas do estado. O ato, que ocorreu próximo ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), reuniu manifestantes que buscam maior qualidade nas políticas de permanência estudantil e a garantia de financiamento adequado para as instituições de ensino superior.
O movimento, ativo desde fevereiro, tem realizado manifestações pacíficas com o objetivo de reivindicar não apenas a permanência estudantil, mas também melhorias na estrutura, investimentos em educação e pesquisa, e um financiamento mais robusto para as universidades.
A marcha teve como destino a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), onde os universitários pretendiam apresentar suas demandas.
Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) haviam concluído recentemente uma greve de mais de 40 dias. Durante a paralisação, exigiram o fortalecimento das políticas de assistência estudantil, o fim da terceirização nos restaurantes universitários, um diálogo contínuo sobre a gestão dos espaços acadêmicos, a priorização da educação e o encerramento dos cortes orçamentários. Segundo os discentes, a greve resultou em uma abertura de diálogo com a reitoria da USP.
Mobilizações semelhantes também foram realizadas por alunos da Unicamp e da Unesp, demonstrando um descontentamento generalizado entre os estudantes universitários paulistas.
Em resposta às manifestações, o governo estadual declarou que considera as demandas estudantis como questões a serem tratadas diretamente pelas reitorias das respectivas universidades.

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