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Quarta-feira, 17 de Junho 2026
Economia

Copom reduz taxa Selic pela terceira vez consecutiva, visando controle da inflação

A decisão do Comitê de Política Monetária estabelece o novo patamar de 14,25% ao ano.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Copom reduz taxa Selic pela terceira vez consecutiva, visando controle da inflação
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou nesta quarta-feira (17) a redução da Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, que agora passa de 14,50% para 14,25% ao ano. Esta é a terceira diminuição consecutiva da taxa básica de juros, uma medida que busca influenciar a atividade econômica e controlar a inflação no Brasil.

A medida reitera a sequência de flexibilização monetária adotada pelo Copom, consolidando a terceira diminuição consecutiva na taxa referencial.

O Banco Central emprega a Taxa Selic como principal ferramenta de política monetária para moderar o ritmo da atividade econômica. O objetivo primordial é conter a inflação, ajustando o custo do dinheiro no país.

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Um cenário de juros elevados ou prolongados impacta diretamente o custo do crédito. Isso se reflete em financiamentos mais caros para imóveis, parcelas mais pesadas em compras e um encarecimento geral do dinheiro, o que tende a desestimular o consumo e arrefecer a economia.

Por outro lado, a redução da Taxa Selic geralmente sinaliza uma expectativa de estímulo à economia. A medida busca facilitar o acesso ao crédito e incentivar investimentos, ao mesmo tempo em que se avalia um menor risco de aceleração descontrolada dos preços.

Em sua reunião anterior, ocorrida em abril, o Copom havia justificado um ritmo mais cauteloso na redução dos juros. As principais preocupações eram as incertezas decorrentes dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e a projeção de uma inflação persistente em patamares elevados por um período mais extenso.

Por um período que se estendeu até março deste ano, a Taxa Selic permaneceu em 15% ao ano. Esse patamar representou o ponto mais alto em quase duas décadas, refletindo um ciclo de aperto monetário significativo.

Embora o Copom tenha iniciado o ciclo de cortes nos juros em março, impulsionado por um cenário de desaceleração da inflação, desafios persistem. A instabilidade gerada pela guerra no Oriente Médio, por exemplo, tem impactado os preços de combustíveis e alimentos, criando pressões que dificultam uma queda mais acentuada da Taxa Selic.

FONTE/CRÉDITOS: Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil 

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