Dezesseis ônibus da Gil (Goretti Irmãos Ltda), em Juiz de Fora, foram guinchados na garagem da empresa, na quinta-feira (12) e nesta sexta-feira (13), em atendimento ao mandado de busca e apreensão expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A ação é resultado de um recurso impetrado pelo Banco Volkswagen devido aos constantes atrasos no pagamento do financiamento dos coletivos.
Incialmente, o Banco deu início ao processo judicial na 5ª Vara Cível da Comarca de Juiz de Fora. O pedido de liminar foi negado pelo juiz de primeira instância sob alegação de que boa parte do financiamento dos ônibus da linha Volkswagen já tinha sido quitado. O magistrado ressaltou, no entanto, que a inadimplência teve início no período da pandemia de Covid-19.
Após agravo apresentado no TJMG, o Banco Volkswagen obteve liminar favorável para a busca e apreensão. A decisão em desfavor da Gil foi dada pela 14ª Câmara Cível do TJMG.
Com a empresa no centro de uma grave crise financeira, a greve parcial dos rodoviários segue em curso. Em resposta aos atrasos de salários e benefícios dos funcionários, o movimento grevista – inicialmente com a paralisação de 100% da categoria – teve início no dia 30 de outubro. No dia 27 do mesmo mês, o juiz titular Tarcisio Correa de Brito, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª Região, determinou que a Gil forneça as certidões dos imóveis que possui em até 20 dias. Conforme a decisão judicial que a RCWTV teve acesso, a intenção é que, após a entrega da documentação, a Justiça expeça mandado de penhora dos bens da empresa.
Na manhã de sexta-feira (13), o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Juiz de Fora (Sinttro-JF) se reuniu com 595 rodoviários, na garagem da empresa, e propôs a adesão dos funcionários ao Programa de Demissão Voluntária (PDV). Além de assegurar os pagamentos em atraso de forma parcelada, o objetivo é, também, garantir o recebimento de 20% da multa rescisória.
Conforme o Sinttro, uma reunião deve acontecer na próxima terça-feira (17) com empresários dos consórcios para verificar a possibilidade de absorção das linhas da Gil.
