Missão internacional faz pré-diagnóstico em campo para validar projetos que somam mais de R$ 9 bilhões em investimentos
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) realizou, nesta semana, uma missão técnica de dois dias em Belo Horizonte para dar início à avaliação dos estudos de viabilidade de engenharia e mobilidade das futuras Linhas 3 e 4 do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A agenda in loco faz parte do Acordo de Cooperação Técnica estabelecido entre o banco, a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge).
Durante a vistoria, consultores e engenheiros realizaram um pré-diagnóstico das faixas de domínio ferroviário e dos pontos indicados para receber a infraestrutura rodoviária e de trilhos. A equipe validou relatórios topográficos e de demanda, além de se reunir com técnicos das prefeituras de Contagem, Betim, Nova Lima e da capital para alinhar as necessidades de integração tarifária e física entre os modais de transporte público municipais e o futuro sistema metropolitano.
Detalhamento técnico e projeções das novas linhas
Os projetos visam desafogar os principais eixos rodoviários da RMBH. De acordo com o planejamento do Governo de
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Linha 3 (Savassi - Lagoinha): Contará com 4,23 quilômetros de extensão subterrânea e elevada, distribuídos em seis estações de passageiros. O aporte financeiro previsto é de R$ 4,8 bilhões, com estimativa de fluxo diário de 93 mil usuários até o ano de 2035. O traçado inicial prevê futuras expansões direcionadas aos bairros Sion, Belvedere, Caiçara e ao longo da Avenida Pedro II.
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Linha 4 (Contagem - Betim): Projetada com 22,6 quilômetros de extensão, conectará a atual Linha 1 (a partir de Contagem) até o Terminal Betim. O modelo integrará o Trem Metropolitano ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em um trajeto composto por 18 estações intermediárias. O investimento está orçado em R$ 4,5 bilhões, dimensionado para absorver um pico de 28 mil passageiros por hora no horizonte de 2045.
Financiamento dos estudos e cronograma de concessão
Os relatórios consolidados pela missão técnica e as modelagens financeiras serão concluídos e entregues até o final do segundo semestre de 2026. Os dados servirão de base para a redação do Termo de Referência que guiará o futuro edital de licitação e concessão público-privada internacional dos novos trechos.
O Acordo de Cooperação Técnica, assinado em março deste ano, garantiu um aporte financeiro de R$ 500 mil do BID sem contrapartida do Estado. A verba custeia os escritórios internacionais de engenharia encarregados de definir os métodos construtivos e as matrizes tecnológicas de tração dos trens. Além do ganho em mobilidade urbana, a execução das obras civis tem potencial para gerar cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos nas zonas de influência dos canteiros de obras.
FAQ
Qual será o trajeto e a extensão da Linha 3 do metrô?
A Linha 3 terá 4,23 quilômetros de extensão e ligará a região da Savassi à Lagoinha, contando com seis estações de embarque e desembarque.
Como vai funcionar a Linha 4 na Região Metropolitana de Belo Horizonte?
A Linha 4 funcionará como uma extensão da Linha 1, ligando Contagem ao centro de Betim por meio de uma malha de 22,6 km operada por VLT e Trem Metropolitano, somando 18 estações.
Quando os estudos de viabilidade econômica financiados pelo BID ficarão prontos?
A Seinfra e a Codemge preveem que o diagnóstico técnico completo e os planos de concessão sejam entregues no final do segundo semestre de 2026.
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