A necessidade de reforçar a mão de obra no negócio de sua família e o desejo de mudar de área profissional levaram a tecnóloga em Gestão Ambiental, Aline Alves Pereira, a retornar ao meio rural. O retorno ao Sítio João Durval, localizado na zona rural de Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, consolidou o processo de sucessão familiar na produção artesanal de cachaça, uma atividade iniciada no estado de
O alambique teve início quando o pai de Aline, João Alves Pereira, decidiu investir na fabricação da bebida destilada após registrar sucessivos prejuízos financeiros com a ovinocultura e o cultivo tradicional de hortaliças. O projeto inicial contou com o apoio de seu avô, Durval, conhecido degustador local. Como forma de homenagear o patriarca, o produto recebeu o nome comercial de Cachaça Durvalina.
Regularização e assistência técnica da Emater-MG
Aline ingressou formalmente na sociedade e na rotina operacional da propriedade em 2024. Sob a liderança da gestora ambiental, o alambique passou por um processo completo de modernização estrutural e readequação de processos para a sua regularização junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
A força-tarefa contou com a assistência técnica e o monitoramento direto da Emater-MG. Profissionais do escritório local orientaram as reformas civis na fábrica e emitiram o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), documento indispensável para a inserção em novas linhas de crédito e políticas públicas voltadas ao produtor rural.
Divisão do trabalho e mercado de comercialização
Atualmente, a estrutura interna da empresa familiar é dividida em dois núcleos principais de atuação:
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Administrativo e Comercial: Gerenciado diretamente por Aline e por sua irmã, Renata Alves Pereira.
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Campo e Produção: Liderado pelo pai, João Alves Pereira (que aos 74 anos acompanha a moagem e a destilação), auxiliado por um primo da família e um funcionário contratado, responsáveis pelo manejo do canavial.
O alambique produz comercialmente dois tipos de cachaça artesanal: a versão branca, que é armazenada e descansada em tonéis de madeira de amendoim, e a versão amarela, envelhecida em barris de amburana. A distribuição física e as vendas da marca atendem mercados varejistas e consumidores nos municípios mineiros de Igarapé, São Joaquim de Bicas e Juatuba.
FAQ
Quem são os responsáveis pela produção da cachaça Durvalina atualmente?
A gestão administrativa fica a cargo das irmãs Aline e Renata Pereira, enquanto o plantio da cana e a destilação são operados pelo pai, João Pereira, um primo e um colaborador.
Quais tipos de cachaça são produzidos no Sítio João Durval?
São produzidas duas variedades: a cachaça branca (armazenada em madeira de amendoim) e a cachaça amarela (envelhecida em barris de amburana).
Qual órgão auxiliou a família no processo de reforma e emissão de documentos?
A Emater-MG prestou o suporte técnico necessário para a adequação das instalações e para a emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

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