O déficit habitacional em Minas Gerais caiu de 556.681 domicílios em 2022 para 478.756 em 2023, o que representa uma redução de 14%. No mesmo período, o número de unidades habitacionais com pelo menos um tipo de inadequação também apresentou queda, passando de 1.385.041 para 1.329.725, o equivalente a 19,1% das moradias mineiras.
Em âmbito nacional, o déficit foi estimado em 5.977.317 domicílios em 2023, queda de apenas 3,8% em comparação a 2022. Já as moradias com algum tipo de inadequação aumentaram, saltando de 26.510.673 para 27.661.405.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (18) pela Fundação João Pinheiro (FJP), em parceria com a Secretaria Nacional de Periferias e a Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades. O estudo contempla Brasil, estados e regiões metropolitanas, e está disponível no site da FJP com painéis interativos que detalham os resultados segundo renda, sexo e cor/raça do responsável pelo domicílio.
Principais fatores do déficit habitacional
O componente predominante do déficit em Minas foi o ônus excessivo com aluguel urbano, que compromete mais de 30% da renda familiar, atingindo 366.353 domicílios (76,5%). Outros fatores foram:
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Coabitação: 76.154 domicílios (15,9%);
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Habitação precária: 36.249 unidades (7,6%).
Entre os lares em déficit, 46,6% tinham renda entre um e dois salários mínimos. Além disso, 62,2% eram chefiados por mulheres. No recorte por cor/raça, a distribuição foi a seguinte: pardos (45,4%), brancos (33,8%) e pretos (19,7%).
Inadequações nas moradias
A pesquisa também analisou os tipos de inadequação presentes nas habitações mineiras em 2023:
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Infraestrutura urbana: 753.517 domicílios (10,8%), com falta ou deficiência de serviços como energia, água, esgoto ou coleta de lixo;
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Edificação: 389.410 domicílios (5,6%), com problemas estruturais como ausência de banheiro exclusivo, piso de terra ou telhado de zinco;
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Fundiária: 282.449 unidades (4,1%), em terrenos sem regularização.
A maioria das moradias inadequadas (85,3%) apresentava apenas um tipo de problema, concentradas em famílias com renda de até três salários mínimos. Mulheres eram responsáveis por 50,6% dessas habitações, e pessoas pardas representavam 48,2% dos moradores afetados.
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