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Quarta-feira, 15 de Julho 2026
Política

Comissão da Câmara aprova sistema nacional para combater feminicídio

Proposta busca integrar ações e criar alertas imediatos de risco; segue para análise em outras comissões.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Comissão da Câmara aprova sistema nacional para combater feminicídio
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados avançou na criação do Sistema Nacional de Prevenção e Combate ao Feminicídio (SinaFem). A iniciativa visa unificar as ações de segurança pública, justiça, saúde e assistência social em todo o Brasil para prevenir a violência contra a mulher e reforçar a proteção às vítimas, com foco na prevenção e combate ao feminicídio.

Um dos pontos cruciais do projeto é a instituição do Alerta Imediato de Risco Feminicida. Este mecanismo possibilita que as autoridades policiais sejam acionadas em até uma hora após o registro de uma denúncia que aponte para ameaça grave, risco iminente de feminicídio ou reincidência de violência doméstica. O descumprimento deste protocolo pode acarretar responsabilidade administrativa para o agente público envolvido.

O texto aprovado é o substitutivo apresentado pela relatora, deputada Delegada Ione (PL-MG), e consolida propostas anteriores, incluindo o Projeto de Lei 6072/25. A deputada ressaltou a importância estratégica da medida para o combate à violência de gênero, transformando a prevenção em uma obrigação legal com orçamento definido e um protocolo operacional claro.

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A proposta também estabelece que estados, o Distrito Federal e municípios deverão destinar um percentual mínimo de seus orçamentos para políticas de proteção às mulheres. Adicionalmente, a União será responsável por instituir um cofinanciamento para essas ações, garantindo recursos para a efetivação das medidas.

Sistema Nacional de Prevenção e Combate ao Feminicídio (SinaFem)

O SinaFem prevê uma série de ações integradas, incluindo:

  • Campanhas contínuas de conscientização sobre violência contra a mulher.
  • Capacitação especializada para agentes públicos.
  • Fortalecimento da colaboração entre os setores de segurança pública, saúde, assistência social e educação.
  • Disseminação de informações sobre sinais de risco e mecanismos de defesa.
  • Atendimento prioritário para famílias de vítimas de feminicídio, com atenção especial a filhos menores e dependentes econômicos.

Rede de acolhimento e apoio a órfãos

A iniciativa também contempla a criação da Rede Nacional de Acolhimento às Mulheres, que oferecerá suporte psicossocial e jurídico às vítimas de violência. Paralelamente, será instituído o Fundo Nacional de Amparo aos Órfãos do Feminicídio, com o objetivo de prover proteção financeira e educacional para os filhos e dependentes das vítimas.

Em relação aos agressores, a proposta determina que o condenado perderá automaticamente o poder familiar sobre os filhos da vítima e será obrigado a pagar pensão alimentícia até que eles completem 24 anos.

Outras medidas importantes

O projeto inclui ainda outras disposições relevantes:

  • Criação do Programa Nacional de Casas-Abrigo Permanentes, com cofinanciamento federal e estadual.
  • Obrigatoriedade de Delegacias da Mulher com funcionamento 24 horas em cidades com mais de 100 mil habitantes, permitindo consórcios regionais para municípios menores.
  • Instituição da Patrulha Nacional Permanente de Proteção à Mulher.
  • Criação do Dossiê Nacional de Risco Feminicida, para classificar objetivamente o risco e priorizar o atendimento a mulheres em maior vulnerabilidade.
  • Implementação do Programa Nacional de Prevenção Escolar ao Feminicídio, com ações educativas nas escolas.
  • Estabelecimento de um canal nacional para o recebimento de denúncias qualificadas sobre risco de feminicídio.

A proposta agora seguirá para análise conclusiva em outras comissões da Câmara: Defesa dos Direitos da Mulher; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Posteriormente, o texto será submetido à votação do Plenário da Câmara dos Deputados. Para se tornar lei, precisará ser aprovado também pelo Senado Federal.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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