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Terça-feira, 03 de Novembro 2026
Economia

Boletim Focus: mercado eleva estimativas para Selic, inflação e dólar em 2026

Relatório do Banco Central aponta recuo no crescimento do PIB para 1,76%, enquanto a taxa básica de juros pode fechar o ano em 13,5%.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Boletim Focus: mercado eleva estimativas para Selic, inflação e dólar em 2026
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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O mercado financeiro elevou as projeções para a inflação, o dólar e a taxa básica de juros no Brasil para 2026, segundo o novo Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta semana. O relatório, publicado após o resultado das eleições presidenciais, também mostrou uma redução nas estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pela terceira semana consecutiva.

Conforme o documento, a expectativa para a taxa Selic ao final de 2026 subiu de 13,25% para 13,50% ao ano, retornando ao patamar projetado há quatro semanas. Como a taxa básica atual está fixada em 13,75%, os analistas continuam prevendo um corte de 0,25 ponto percentual até o encerramento do período. Para 2027 e 2028, as estimativas são de 12,5% e 11%, respectivamente.

A Selic atua como o principal mecanismo do Banco Central no combate à alta dos preços. Quando os juros sobem, o crédito fica mais caro, desestimulando a demanda e controlando a inflação, embora a medida possa desacelerar a atividade econômica. Por outro lado, taxas menores aquecem o consumo e os investimentos, gerando contraponto nos preços.

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Projeções para a inflação

Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa do mercado para 2026 passou de 5,19% para 5,22%. Para os anos seguintes, as projeções se situam em 4,76% para 2027 e em 4% para 2028.

O relatório reflete dados da prévia da inflação oficial (IPCA-15), que registrou alta de 0,32% em outubro, acumulando 4,62% em 12 meses — valor acima do teto da meta. O recuo em relação a setembro (0,70%) foi impulsionado pela energia elétrica residencial com a bandeira verde, enquanto a maior alta veio dos alimentos, com destaque para o tomate (24,54%) e a cebola (13,63%).

Desempenho do PIB e câmbio

Sobre a atividade econômica, a expectativa de crescimento do PIB em 2026 caiu de 1,8% para 1,76%. As projeções para 2027 apontam expansão de 1,2%, avançando para 1,8% em 2028.

No mercado cambial, os economistas aumentaram a estimativa para a cotação do dólar no fim de 2026, passando de R$ 5,05 para R$ 5,34. Para 2027 e 2028, a projeção se manteve estabilizada em R$ 5,40.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

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