A partir do dia 7 de fevereiro, início do ano letivo de 2022 nas instituições de ensino de Juiz de Fora os estudantes deverão, obrigatoriamente, retornar às salas de aula presencialmente. A informação foi divulgada pelo Comitê de Acompanhamento Interinstitucional da Prefeitura, que divulgou um comunicado na tarde desta quinta-feira (20).
"O início do ano letivo ocorre com mais de 83% da população vacinada em 2ª dose, e já em processo de vacinação das crianças com idade entre 5 e 11 anos, garantindo segurança para estudantes e trabalhadores da educação", citou o comunicado.
Volta às aulas em Juiz de Fora
O retorno das aulas presenciais foi anunciado no início de setembro do ano passado pela Prefeitura e ocorre de maneira híbrida e facultativa após acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG)
A volta das atividades presenciais ocorreu a partir do dia 20 de setembro, com a preparação dos trabalhadores de educação; Educação Infantil em 27 de setembro; Educação Fundamental I e Ensino de Jovens e Adultos (EJA) em 4 de outubro; Ensino Fundamental II e Ensino Médio em 11 de outubro; e Ensino Superior em 18 de outubro.
No início do mês, o retorno dos estudantes passou a ser obrigatório nas escolas estaduais, após o Governo de Minas ter aprovado um novo protocolo sanitário para as aulas presenciais.
Apesar da determinação, a Prefeitura de Juiz de Fora optou por não aderir ao retorno 100% presencial obrigatório e afirmou que isso deveria ocorrer apenas em 2022. O município tem um programa de retomada próprio, com determinações municipais.
Imbróglio
Em junho do ano passado, uma decisão judicial determinou que Juiz de Fora seguisse o "Minas Consciente" para a retomada das aulas presenciais após o MPMG ajuizar uma ação para que a Administração viabilizasse a definição de um cronograma.
Na ocasião, a Prefeitura recorreu e recebeu parecer favorável para seguir o próprio programa, à época era o "Juiz de Fora pela Vida", no entanto, a mesma teve que apresentar o programa de critérios científicos. Posteriormente, o MPMG alegou descumprimento do documento e comunicou ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) sobre a situação.
Apesar disso, o TJMG manteve a autonomia do Município para decidir sobre a volta às aulas, o que ocorreu no mês de setembro.