Fotografia do Blog Mauricio Resgatando o Passado a Historia de Juiz de Fora
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Revolução Constitucionalista de 1932, capturando um dos famosos "Tanques de Guerra" improvisados (ou carros blindados) que circularam pelas ruas de Juiz de Fora e de outras cidades da região durante o conflito.
Graças ao comentário do Jansen Santos Costa, sabemos que a imagem foi preservada em painéis públicos próximos ao Parque Halfeld, o que reforça o papel de Juiz de Fora como um ponto estratégico crucial naquele ano.
Juiz de Fora foi o quartel-general das forças mineiras e federais que lutavam contra os insurgentes paulistas.
A cidade era o portão de entrada para o Rio de Janeiro e um centro logístico fundamental.
Como o exército brasileiro não possuía uma frota de tanques moderna, oficinas ferroviárias e mecânicas locais (como as da Central do Brasil) foram usadas para blindar caminhões e automóveis comuns.
O carro blindado que aparece na imagem, com suas chapas de aço rebitadas e uma pequena torre, é um exemplo típico da inventividade da época.
Esses veículos eram apelidados de "fura-fila" ou "tatús" e, embora rústicos, impunham respeito psicológico nas frentes de batalha.
Apesar de o local ser citado como "não identificado" no acervo, o letreiro ao fundo revela uma pista definitiva: "T. CIAMPI & FILHO - CHEVROLET".
A Concessionária: A Tomaso Ciampi & Filho foi uma das primeiras e mais importantes agências Chevrolet de Juiz de Fora, localizada na Avenida Rio Branco, no trecho central.
A arquitetura do edifício, com suas sacadas trabalhadas em ferro e molduras neoclássicas, é característica das grandes construções da Rio Branco nas primeiras décadas do século XX.
Notem a diversidade de chapéus (muitos do modelo boater ou palheta) usados pelos homens que observam o veículo, um marcador social claro da década de 1930.
As marcas de solda e os rebites nas placas de metal mostram a urgência com que esses carros eram montados.
A Placa: No canto inferior, a inscrição "Carro de Combate da Revolução de 1932" confirma o propósito do registro.
Este é um dos registros mais emblemáticos da participação civil e industrial de Juiz de Fora no esforço de guerra de 1932, mostrando como a rotina da principal avenida da cidade foi interrompida pelo maior conflito civil da história Brasileira.
Texto de Autoria: Mauricio Lima Corrêa
Fotografia trabalhada com Inteligência Artificial por Mauricio Lima Corrêa
Acervo: Jansen Santos Costa
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