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Quarta-feira, 01 de Julho 2026
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Movimento Negro Unificado (MNU-JF)

Série: Organizações do Movimento Negro em Juiz de Fora

Alexandre Müller Hill Maestrini
Por Alexandre Müller Hill...
Movimento Negro Unificado (MNU-JF)
MNU-JF
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#001 MNU-JF

O Movimento Negro Unificado (MNU) é uma organização pioneira na luta do Povo Negro no Brasil. Fundada (em plena ditadura militar) no dia 18 de junho de 1978, e lançada publicamente no dia 7 de julho de 1978 em evento nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, um marco referencial histórico na luta contra a discriminação racial no país. (MNU)


Em Juiz de Fora, Paulo Azarias, hoje coordenador regional, era ligado à CUT participou em 1986 de um encontro em Belo Horizonte, onde conheceu alguns integrantes do MNU e se filiou, trazendo para Juiz de Fora as ideias do movimento, constituindo a comissão antirracista da CUT. Na época, através do Unibairros (uma associação com o objetivo de trabalhar a conscientização da população dos bairros da cidade, visando sua organização na luta por melhores condições de vida e trabalho), organizam matérias de jornais e rodas de conversa, fortalecendo o debate racial.

MNU Juiz de Fora é um dos movimentos mais fortes de Juiz de Fora, que mostra suas raízes e a luta pelo espaço dos negros na sociedade e em busca de garantir a diversidade. Juiz de Fora tem somente um patrimônio negro reconhecido, o Batuque Nelson Silva, entre mais de 200 patrimônios locais, são discussões importantíssimas que deveriam tratar temas transversais que influenciam o dia a dia de todos moradores de Juiz de Fora.

União
Segundo Camilo Azarias, do MNU-JF, o objetivo não é a igualdade, mas sim a equidade pois as condições de nascer, viver e morrer não são iguais de negros e brancos. Para ele o importante é unir tantos negros como brancos para buscar a convivência amiga respeitando raça e território.

Mas Juiz de Fora já tem muita história de luta e vitória. Roza Cabinda, mulher negra escravizada que lutou e ganhou na justiça sua alforria contra o escravizador Henrique Halfeld. Assim como Negro Theóphilo, que lutou até ser morto. Escravizado ele conseguiu fugir dos seu algozes e viver em liberdade por dois anos até ser capturado. Nosso grande griot, irmão, camarada, o Matuté de Xangô, o Zé Carlos, Caxambú, que deixou um legado incrível de luta pela igualdade racial. Foi um grande militante do MNU desde quando este se instalou em Juiz de Fora. Em 1995, foi um gigante na construção da Marcha do Tricentenário de Zumbi dos Palmares, que reuniu em Brasília 50 mil pessoas de todo o país. Incansável da defesa do povo de terreiro, Matuté de Xangô foi o primeiro coordenador de religiões de matriz africana dentro do MNU e deu uma importante contribuição para a organização nacional da luta contra o racismo religioso, participando ativamente das ações pela liberdade religiosa.

Que nossa história permaneça viva e o nosso povo seja definitivamente livre!

 

FONTE/CRÉDITOS: MNU-JF
Alexandre Müller Hill Maestrini

Publicado por:

Alexandre Müller Hill Maestrini

Repórter na RCWTV – Rede de Canais Web, com foco na produção de conteúdo acessível, imparcial e de interesse público. Atua com responsabilidade e linguagem clara, aproximando a informação do leitor. Alexandre Müller Hill Maestrini é professor de...

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