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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve integralmente a condenação imposta ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) deViçosaDevido a falhas recorrentes no abastecimento de água no município. A decisão da Justiça assegura que a autarquia deve adequar a estrutura de tratamento e garantir o fornecimento de água potável dentro dos padrões legais de qualidade e segurança sanitária.
Em resumo:
- Tribunal de Justiça manteve condenação do Saae de Viçosa por falhas no abastecimento de água.
- Autarquia foi condenada ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos.
- Saae deve apresentar um plano de ação em até 90 dias para adequar os serviços.
A ação civil pública foi conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que obteve na primeira instância a condenação do Saae e do município de Viçosa. O tribunal analisou recursos das partes e confirmou a sentença. Os desembargadores apontaram que as irregularidades no sistema de captação não eram episódios isolados.
Irregularidades e riscos sanitários no abastecimento
Durante a tramitação do processo judicial, os relatórios técnicos apresentados demonstraram sucessivos desvios nos parâmetros de potabilidade da água distribuída à população de Viçosa. O acórdão do TJMG destacou inspeções realizadas ao longo dos anos. Os exames evidenciaram falhas estruturais persistentes apesar de medidas corretivas pontuais da autarquia.
A Justiça registrou fornecimento de água com manganês acima do limite em 2017. Houve também problemas recorrentes documentados em relatórios de 2017, 2018 e 2020. O processo não comprovou casos de adoecimento de moradores. Contudo, o tribunal pontuou que a distribuição fora do padrão gerou risco sanitário concreto aos consumidores.
Prazos, plano de ação e fiscalização municipal
Pela decisão mantida pelo tribunal, o Saae tem o prazo de 90 dias para apresentar um plano de ação detalhado. O documento deve prever medidas eficazes para os serviços de saneamento. O objetivo é assegurar a adequação permanente às exigências da legislação sanitária do país.
Além das obrigações estruturais, a autarquia permanece condenada ao pagamento de indenização fixada em R$ 100 mil por danos morais coletivos. Cabe ao município de Viçosa intensificar a fiscalização sobre a qualidade da água. A administração deve acompanhar as determinações ao Saae e enviar relatórios trimestrais.
Atuação do Ministério Público e recursos judiciais
A atuação judicial teve origem em procedimentos do Ministério Público de Minas Gerais. O órgão buscou responsabilizar a prefeitura e a autarquia pelas falhas nos serviços. Tanto o Saae quanto a prefeitura recorreram da sentença inicial proferida na primeira instância, tentando reverter as obrigações impostas pela Justiça.
No entanto, a instância superior avaliou os argumentos apresentados pelas defesas e confirmou integralmente a decisão desfavorável aos órgãos locais. O entendimento firmado pelo tribunal encerrou tentativas de afastar a responsabilidade institucional. O caso tratou da precariedade na distribuição de água potável constatada na cidade.
*Com informações oficiais de Ministério Público de MG (MPMG).
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