A transição energética e os desdobramentos da Lei do Combustível do Futuro foram debatidos nesta quarta-feira (2) na Câmara dos Deputados. O evento reuniu autoridades e líderes setoriais para analisar os avanços da regulamentação que completa dois anos em outubro.
A legislação estimula a ampliação de misturas como etanol e biodiesel, além de incentivar o biometano, o diesel verde e o combustível sustentável de aviação. Essas alternativas são essenciais para reduzir a dependência de fontes fósseis.
Projeções do Monitor Energia do Futuro indicam cerca de R$ 200 bilhões em investimentos planejados. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou projetos voltados ao biorrefino e cultivo de macaúba em Minas Gerais e na Bahia.
O simpósio ocorreu na Comissão Especial sobre Transição Energética. O deputado Arnaldo Jardim pontuou que instabilidades geopolíticas recentes evidenciam a urgência de acelerar a produção interna de matrizes renováveis.
Artur Watt Neto, diretor-geral da ANP, enfatizou a importância de aprimorar a fiscalização. Ele defendeu o avanço do projeto que permite o acesso a dados fiscais para coibir irregularidades no mercado.
Representantes da Abiogas, da Abiove e da Bioenergia Brasil detalharam o potencial de expansão do setor. O fortalecimento da agroindústria nacional foi apontado como diferencial estratégico frente a mercados estrangeiros.

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