A Justiça Federal no Distrito Federal determinou nesta quarta-feira (2) que o Discord tem o prazo de dez dias para apresentar uma proposta de conciliação em ação movida pelo governo federal, que exige maior rigor na proteção de mulheres, crianças e adolescentes.
A determinação ocorreu após a primeira audiência sobre o caso, que contou com a participação da empresa, da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério Público Federal (MPF). O período foi solicitado pela própria plataforma.
Novos protocolos de segurança
A companhia planeja estruturar um canal para notificações de sextorsão, ferramentas mais eficientes para detectar conteúdos de crueldade contra animais e diretrizes para preservar dados voltados a investigações criminais.
Anteriormente, o governo tentou estabelecer um entendimento amigável para sanar as vulnerabilidades do sistema, mas a AGU classificou as propostas iniciais da empresa como insuficientes, o que motivou o processo judicial.
As cobranças públicas sobre a segurança da plataforma se intensificaram em julho, após a repercussão de um incidente em que uma adolescente foi induzida ao suicídio durante uma transmissão ao vivo no aplicativo.

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