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Domingo, 14 de Junho 2026
Justiça

TJSP recorre ao STF contra decisão que suspende benefícios irregulares

Ministro Flávio Dino, do STF, concedeu liminar para interromper verbas indenizatórias sem respaldo legal em 60 dias.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
TJSP recorre ao STF contra decisão que suspende benefícios irregulares
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) formalizou, nesta quarta-feira (11), um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, buscando anular a decisão do ministro Flávio Dino que determinou a suspensão do pagamento de benefícios extras ilegais, conhecidos como “penduricalhos”, nos Três Poderes. Tais verbas são concedidas a servidores públicos e frequentemente excedem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

Na semana anterior, o ministro Dino havia emitido uma liminar estabelecendo que as verbas indenizatórias desprovidas de base legal deveriam ser interrompidas no prazo de 60 dias.

Em sua argumentação no recurso, o TJSP alegou que a paralisação dos pagamentos não deveria ocorrer antes que o Congresso Nacional aprovasse as regras que definem quais verbas indenizatórias podem ser consideradas admissíveis como exceção ao teto constitucional de R$ 46,3 mil, conforme exigido pela própria decisão do ministro.

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“Antes do decurso de prazo razoável a ser assegurado ao legislador para a adoção das medidas legislativas necessárias à regulamentação definitiva pendente não se mostra adequado estabelecer disciplina substitutiva geral, ou seja, não é possível à Suprema Corte, mediante decisão aditiva, fixar o regramento aplicável”, argumentou a corte paulista.

O tribunal também enfatizou a importância da autocontenção do Supremo ao analisar o caso.

Impacto das parcelas indenizatórias

“A suspensão generalizada de parcelas indenizatórias, antes da lei ordinária nacional prevista na Constituição, pode gerar assimetria federativa, comprometer irremediavelmente a administração da justiça, produzir efeitos financeiros irreversíveis e criar insegurança jurídica sistêmica”, alertou o TJSP.

O plenário do Supremo Tribunal Federal agendou para o dia 25 de fevereiro o julgamento definitivo da decisão do ministro Flávio Dino que determinou a interrupção do pagamento dos benefícios extras.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil

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