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Economia

TCU sugere avaliar alternativas antes de extinguir concessão da Enel

Tribunal de Contas da União quer estudo sobre impactos aos consumidores paulistas antes de eventual decisão do governo federal.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
TCU sugere avaliar alternativas antes de extinguir concessão da Enel
© Paulo Pinto/ Agência Brasil
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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou, nesta quarta-feira (23), que o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Aneel busquem alternativas viáveis antes de decretar a caducidade da concessão da Enel em São Paulo. O objetivo é evitar prejuízos imediatos aos consumidores paulistas.

A orientação, relatada pelo ministro Augusto Nardes, exige que as autoridades analisem detalhadamente os efeitos de uma eventual rescisão contratual sobre o sistema de distribuição de energia elétrica.

Considerada a punição mais severa para o descumprimento de obrigações no setor, a caducidade ainda depende de uma deliberação final da diretoria da Aneel, seguida pela validação do governo federal.

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Análise aprofundada de riscos

Para o tribunal, é indispensável apresentar uma justificativa técnica robusta que comprove o benefício real da medida para a população. Uma transição desordenada pode comprometer a estabilidade do fornecimento.

O TCU determinou que a análise estruturada aborde pontos críticos, como os custos de indenização de bens reversíveis, possíveis reajustes tarifários, os riscos operacionais e a identificação de novos operadores qualificados para assumir o serviço.

Andamento do processo regulatório

Atualmente, a Aneel examina o processo que apura falhas na prestação de serviços da distribuidora paulista. A Enel questiona os apontamentos da agência, especialmente em relação ao tempo de resposta para reestabelecer a energia após eventos climáticos extremos entre 2023 e 2025.

Defesa da distribuidora

A decisão do TCU vai ao encontro das alegações finais apresentadas pela própria Enel. A concessionária argumenta que as consequências práticas e financeiras de uma rescisão de contrato ainda não foram devidamente mensuradas pelas autoridades regulatórias.

Cenário sem precedentes no país

Caso venha a ocorrer, a extinção da outorga da Enel em São Paulo representará um marco inédito na história da distribuição de energia no Brasil. Nunca antes o governo federal aplicou essa sanção extrema a uma distribuidora desse porte.

Prazo para plano de contingência

Diante disso, o tribunal fixou um prazo de 60 dias para que o MME e a Aneel elaborem um plano de ação detalhado. Esse cronograma deve garantir a continuidade do serviço e organizar a transição contratual, visto que o atual vínculo da Enel vence em 2028.

Futuro contratual indefinido

O pedido da Enel para renovar antecipadamente seu contrato de concessão segue congelado. A análise da prorrogação só será retomada após a conclusão definitiva do processo de caducidade conduzido pela Aneel e pelo ministério.

Origem da fiscalização

A fiscalização do TCU teve início ainda em 2023, motivada por uma representação do Ministério Público. O órgão de controle passou a monitorar as providências federais após os apagões que afetaram milhões de moradores na Região Metropolitana de São Paulo.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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