A Secretária de Segurança Urbana e Cidadania da Prefeitura de Juiz de Fora, Letícia Paiva Delgado, participa de uma live promovida pela rede de ensino Doctum nesta sexta-feira, 10. A mesa-redonda Políticas de Reconhecimento, Estado e Diversidade acontece nesta sexta-feira, dia 10, às 21h, dentro da programação do II Congresso Internacional de Ciências Sociais Aplicadas e pode ser acompanhada pelo YouTube.
Entre os convidados para a conversa estão Duda Salabert, vereadora de Belo Horizonte, ambientalista e presidente da ONG Transvest; e Walter Veloso, mestre em direito ambiental e Desenvolvimento Sustentável.
Recentemente, a secretária de Segurança participou de live do evento Agosto Multicor, em que a temática LGBTQIA+ foi debatida pelo enfoque da Segurança Pública e criminalização. Na oportunidade, Letícia Paiva destacou o papel do estado na definição do modo como cada questão é tratada em determinado momento, lembrando que, somente em 2019, a transfobia foi objeto de criminalização pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na oportunidade, a secretária apontou a importância de indicadores para a definição de uma agenda política para a área. “Há uma carência de dados sobre crimes praticados contra pessoas LGBTQIA+. Como não há dados, não há produção de políticas públicas específicas para essa parcela da sociedade. A gente não tem no Brasil uma cultura de sistematização de informações de segurança pública. Isso se torna mais complicado quando se trata do público em questão. Assim, o que não é visualizado acaba não sendo entendido como problema”, afirmou Letícia.
Em Juiz de Fora, o Plano Municipal de Segurança Urbana e Cidadania entregue à apreciação da Câmara Municipal, em abril deste ano, tem como meta número a criação de um observatório da violência. As articulações para a construção desse espaço de estudos já se encontram em processo. “Quando falamos de políticas públicas, falamos de políticas que são intersetoriais, com esforço de vários parceiros. Estamos conversando para a montagem de um fórum intersetorial de políticas de prevenção à violência. O observatório vai integrar forças de segurança, ampliando os espaços de diálogo e ajudando a desnudar a complexidade da violência”, explicou.
FONTE/CRÉDITOS: Imprensa PJF