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Política

Projeto define tempo máximo de espera em atendimentos de saúde para crianças e adolescentes

Proposta, que tramita em regime de urgência, pode ser votada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Projeto define tempo máximo de espera em atendimentos de saúde para crianças e adolescentes
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 192/26, de autoria da deputada Heloísa Helena (Rede-RJ), que visa estabelecer um tempo máximo de espera para crianças e adolescentes em atendimentos de saúde. A proposta, que tramita em regime de urgência, busca assegurar o acesso prioritário e ágil a serviços médicos essenciais para essa faixa etária.

Conforme o texto em discussão, os prazos máximos para a espera em procedimentos de saúde seriam definidos da seguinte forma:

Para situações de urgência ou emergência, o limite proposto é de seis horas.

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Atendimentos ambulatoriais deverão ser realizados em até 24 horas.

Cirurgias e procedimentos emergenciais terão um prazo máximo de 48 horas.

Já para a realização de exames, o período estabelecido é de até 15 dias.

Por fim, cirurgias eletivas não deverão ultrapassar 30 dias de espera.

É importante destacar que esses prazos são aplicáveis a todos os pacientes com idade até 18 anos.

O Ministério da Saúde terá a prerrogativa de definir prazos distintos, considerando a especificidade de cada especialidade médica, contanto que não excedam os limites máximos fixados pelo projeto de lei.

O Sistema Único de Saúde (SUS) será o responsável por assegurar a transparência das listas de espera para atendimentos de crianças e adolescentes. Isso inclui a divulgação regular de dados e a disponibilização de informações claras às famílias sobre o tempo estimado para cada tipo de serviço.

A justificativa para a prioridade

Segundo a deputada Heloísa Helena, autora da proposta, a iniciativa se alinha à Constituição Federal, que garante o direito prioritário à saúde para crianças e adolescentes. Ela ressalta que as longas filas para consultas, exames e procedimentos médicos atuais contradizem esse princípio fundamental.

A parlamentar enfatiza que a infância e a adolescência representam períodos cruciais no desenvolvimento humano. Ela alerta que a postergação no diagnóstico ou na aplicação de tratamentos pode acarretar consequências irreversíveis, impactando negativamente o crescimento, o aprendizado e a qualidade de vida futura desses jovens.

Próximos passos da tramitação

Devido ao regime de urgência em que o projeto tramita, a expectativa é que ele possa ser submetido à votação direta no Plenário da Câmara dos Deputados em breve.

Para mais detalhes sobre como projetos de lei são processados no Legislativo, consulte: entenda a tramitação de propostas na Câmara.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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