A Polícia Militar registrou duas ocorrências distintas de violência contra a mulher na cidade de Juiz de Fora. Os crimes, que aconteceram no âmbito familiar e afetivo, englobam desde lesões corporais provocadas por agressões físicas até situações contínuas de violência psicológica e verbal motivadas pela não aceitação de términos de relacionamento.
Agressão física sob efeito de entorpecentes
No bairro Linhares, uma mulher acionou as autoridades após ser agredida fisicamente pelo seu companheiro, com quem mantém um relacionamento afetivo há aproximadamente sete anos. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima relatou que o homem é usuário de entorpecentes e que o ataque teria ocorrido enquanto ele estava sob o efeito de substâncias ilícitas.
A PM constatou que a mulher apresentava lesões leves na região da testa, escoriações nos dedos da mão direita, além de arranhões visíveis no pescoço e no tórax. Os militares realizaram buscas na região com o objetivo de capturar o agressor, porém o autor não foi localizado e segue foragido.
Violência e agressões no Costa Carvalho
O segundo registro policial ocorreu no bairro Costa Carvalho, onde uma mulher denunciou estar sendo vítima de agressões físicas, verbais e psicológicas severas. A vítima relatou que os episódios se intensificaram nos últimos dias devido ao processo de divórcio do casal, uma vez que o ex-companheiro se recusa a aceitar o fim da união que durou cerca de 20 anos. O conflito envolve ameaças, constrangimentos e pressões patrimoniais ligadas à divisão de bens.
Em um dos episódios relatados na denúncia, o homem ofendeu a vítima publicamente dentro de um estabelecimento comercial de propriedade da família, na presença de clientes. Além disso, uma familiar do ex-marido interferiu na situação e tentou agredi-la fisicamente e, em um desentendimento posterior, desferiu socos contra o rosto da vítima.
Devido aos graves impactos emocionais e ao abalo em sua saúde mental, a mulher informou que precisou buscar acompanhamento psicológico. Os policiais militares orientaram a vítima a comparecer ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização do exame de corpo de delito e a solicitar formalmente as medidas protetivas de urgência previstas pela Lei Maria da Penha.
Ambos os casos foram devidamente registrados e encaminhados para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil, que ficará responsável pelas investigações.
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