Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 24 de Junho 2026
Carregando jogos...
Economia

Projeção do mercado para a inflação de 2026 recua para 3,97%

O Boletim Focus indica estabilidade para 2027 em 3,8%, com estimativas de 3,5% para os anos de 2028 e 2029.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Projeção do mercado para a inflação de 2026 recua para 3,97%
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A expectativa dos agentes do mercado financeiro em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação brasileira, registrou uma leve queda, passando de 3,99% para 3,97% para o ano de 2026.

Essa projeção consta no mais recente Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC) em Brasília. O documento semanal compila as expectativas de diversas instituições financeiras sobre os principais índices econômicos do país.

Para o ano de 2027, a previsão inflacionária permaneceu estável em 3,8%. Já para os períodos de 2028 e 2029, as estimativas indicam um patamar de 3,5% para ambos.

Publicidade

Leia Também:

Esta é a quinta semana consecutiva em que a expectativa para a inflação de 2026 é revisada para baixo, posicionando-se dentro do limite estabelecido para a meta de preços perseguida pelo BC. Conforme definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o objetivo central é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, resultando em um piso de 1,5% e um teto de 4,5%.

A primeira apuração referente ao IPCA de 2026, com os dados de janeiro, será divulgada nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro, o avanço nos custos de transportes por aplicativo e passagens aéreas impulsionou a inflação para 0,33%, um patamar superior aos 0,18% observados em novembro. Esse cenário levou o IPCA a fechar o ano de 2025 com um acumulado de 4,26%.

Taxa Selic

Com o objetivo de atingir a meta inflacionária, o Banco Central emprega a taxa básica de juros, a Taxa Selic, como seu principal mecanismo. Atualmente, ela está fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Mesmo diante da queda da inflação e da valorização do real frente ao dólar, o colegiado optou por manter os juros inalterados pela quinta reunião consecutiva.

Este patamar representa o mais elevado desde julho de 2006, quando a taxa atingiu 15,25% anuais. Em um comunicado, o Copom reiterou a intenção de iniciar o ciclo de cortes nos juros na reunião de março, desde que a inflação permaneça controlada e não surjam imprevistos no panorama econômico. Confira a notícia completa sobre o corte da Selic.

Os analistas de mercado projetam que a taxa básica de juros decline para 12,25% ao ano até o encerramento de 2026, mantendo a mesma previsão do Boletim Focus anterior. Para 2027 e 2028, a expectativa é de novas reduções da Selic, alcançando 10,5% e 10% anuais, respectivamente. Em 2029, a previsão é que a taxa se estabeleça em 9,5% ao ano.

Juros

Quando o Copom delibera pelo aumento da Selic, o objetivo primordial é frear uma demanda excessivamente aquecida, o que, por sua vez, impacta os preços. Juros mais elevados tornam o crédito mais caro e incentivam a poupança, podendo, consequentemente, dificultar a expansão econômica.

Adicionalmente, as instituições bancárias levam em conta outros elementos ao estipular os juros aplicados aos clientes, incluindo o risco de inadimplência, as margens de lucro e as despesas operacionais.

Por outro lado, a redução da Taxa Selic tende a baratear o crédito, fomentando a produção e o consumo. Esse movimento, embora possa atenuar o controle sobre a inflação, visa estimular a atividade econômica do país.

PIB e câmbio

Na presente edição do Boletim Focus, a previsão das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira em 2026 mantém-se em 1,8%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, também se fixou em 1,8%. Já para 2028 e 2029, o mercado financeiro antevê uma expansão do PIB de 2% para ambos os períodos.

Impulsionada pelo desempenho positivo dos setores industrial e agropecuário, a economia brasileira registrou um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, um índice que o IBGE interpreta como estabilidade. A apresentação dos dados consolidados do PIB de 2025 pelo IBGE está prevista para 3 de março.

No ano de 2024, o PIB encerrou com um aumento de 3,4%. Este resultado marca o quarto ano consecutivo de expansão, configurando-se como o maior avanço desde 2021, período em que atingiu 4,8%.

A projeção para a cotação do dólar indica R$ 5,50 até o final de 2026. Para o encerramento de 2027, a expectativa é que a moeda norte-americana mantenha-se nesse mesmo nível.

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp RCWTV
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR