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Minas Gerais

Programa ATeG completa 10 anos em MG e injeta R$ 6,5 bilhões no agronegócio

Iniciativa do Sistema Faemg Senar alcançou mais de 53 mil propriedades rurais e impulsionou a produtividade de cafeicultores e pecuaristas.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Programa ATeG completa 10 anos em MG e injeta R$ 6,5 bilhões no agronegócio
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Ao completar dez anos de atuação em Minas Gerais, o programa ATeG movimentou R$ 6,59 bilhões no agronegócio mineiro em 2025, beneficiando mais de 53 mil propriedades rurais em 820 municípios ao impulsionar a gestão e a eficiência técnica no campo.

O montante gerado representa 2,36% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) do setor no estado. Em média, cada produtor assistido movimentou R$ 298,9 mil ao longo do ano, gerando um impacto médio de R$ 8,49 milhões por município atendido.

Criado para oferecer suporte gerencial e técnico, o projeto chegou ao estado em 2016 com aproximadamente 600 produtores. Segundo Wender Guedes, gerente do Sistema Faemg Senar, a iniciativa expandiu sua presença territorial e o número de cadeias produtivas acompanhadas na última década.

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Crescimento contínuo no estado

Apenas entre 2021 e 2025, o total de propriedades atendidas anualmente saltou de 13,8 mil para 22.058, registrando uma expansão superior a 80%. A expectativa é alcançar 20.886 produtores acompanhados simultaneamente até 2026.

O acompanhamento envolve diagnósticos detalhados, metas, análises de custos e medição de produtividade. Segundo a gestão, essa presença constante ajuda a identificar falhas operacionais e criar soluções sob medida para a realidade de cada produtor.

Resultados práticos na produção

Os índices comprovam a transformação nas fazendas mineiras. Na pecuária leiteira, os assistidos tiveram alta de 11,15% na produção média e de 20,7% na margem bruta. Já na cafeicultura, a produtividade cresceu 28,1%, enquanto os custos operacionais por hectare despencaram 40,4%.

Exemplo dessa evolução é o cafeicultor Rafael Ferreira Pelucio, da Fazenda Santa Maria do Baependi. Ele saltou de 2,7 para 96 sacas por hectare na safra 2024/2025, elevando o faturamento de R$ 39,69 mil para R$ 2,03 milhões.

Na agroindústria, o produtor Kleber João Soares usou o suporte técnico para readequar sua queijaria às exigências sanitárias em Vargem Bonita. Com a nova estrutura, ele processa 210 litros de leite diários e atende mercados como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Investimento em inovação

Para os próximos anos, a meta do programa é incorporar novas tecnologias, otimizar o uso de dados e focar em práticas sustentáveis. O objetivo final é transformar propriedades rurais em empreendimentos altamente rentáveis e preparados para as futuras gerações.

FONTE/CRÉDITOS: SINDIJORI MG

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