A Polícia Federal (PF) decidiu recentemente rejeitar a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e sua defesa. A recusa se deu em razão da avaliação de que as informações fornecidas por Vorcaro eram inconsistentes, conforme apuração dos agentes federais.
Agentes federais confrontaram os dados apresentados por Vorcaro com um vasto conjunto de provas e indícios coletados desde 2024. Foi nesse período que a PF iniciou uma investigação, solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF), sobre a emissão de títulos de créditos financeiros que careciam da devida cobertura.
Fontes ligadas à corporação confirmaram que a decisão foi prontamente comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é o relator do inquérito que investiga denúncias de fraudes bilionárias que afetam o Sistema Financeiro Nacional.
Contudo, a recusa atual não impede futuras negociações, caso o banqueiro decida apresentar novos dados considerados relevantes para as investigações.
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Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) continua analisando a proposta de delação premiada submetida pelo proprietário do conglomerado Master. Vale lembrar que essa instituição financeira foi objeto de liquidação extrajudicial pelo Banco Central em novembro de 2025.
Daniel Vorcaro, de 42 anos, havia sido detido preventivamente em 18 de novembro do ano passado, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero. Após dez dias de custódia, ele foi liberado por uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.
O banqueiro foi novamente detido em 4 de março deste ano, com a deflagração da terceira fase da mesma operação pela PF.
Em 19 de março, enquanto as tratativas para um possível acordo avançavam, Vorcaro foi alocado em uma sala especial na Superintendência da PF em Brasília.
Contudo, com a recente deterioração das negociações nesta semana, ele foi transferido para uma cela comum da superintendência. Há a possibilidade de que ele seja reenviado para uma Penitenciária Federal, onde as condições e regras de detenção são consideravelmente mais rigorosas.
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