A Polícia Federal (PF) realizou nesta terça-feira (21) a apreensão de diversos carros de luxo, incluindo modelos BMW, Audi e um Opala Diplomata de colecionador, em Brasília. A ação mirou o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, amplamente conhecido como Careca do INSS, em cumprimento a um mandado de busca e apreensão. Ele é investigado por envolvimento em um esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.
Os veículos de alto valor foram encontrados na garagem de um edifício localizado na capital federal. Segundo as investigações, esses bens pertencem ao empresário, que já havia sido alvo de outras etapas da Operação Sem Desconto, focada em desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A Operação Sem Desconto, da qual esta ação faz parte, visa desarticular um complexo esquema criminoso que tem lesado milhares de aposentados e pensionistas. A atuação da Polícia Federal busca coibir a apropriação indevida de recursos públicos e proteger a integridade dos benefícios previdenciários.
A determinação para o cumprimento do mandado partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele atua como relator das apurações da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes envolvendo descontos indevidos de mensalidades associativas diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Recentemente, Antunes e outros 47 indivíduos foram formalmente indiciados pela Polícia Federal por sua participação ativa no esquema criminoso. Atualmente, o empresário encontra-se detido no presídio da Papuda, localizado no Distrito Federal, aguardando os desdobramentos do processo judicial.
Em contato com a Agência Brasil, os representantes legais do empresário esclareceram que a própria defesa já havia comunicado ao Supremo Tribunal Federal a existência dos veículos. Eles afirmaram que os automóveis já possuíam ordens de bloqueio, mas ainda não haviam sido recolhidos pela PF.
“A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes informa que comunicou nos autos, em outubro, a existência de veículos que não haviam sido apreendidos, apesar da ordem judicial. Na ocasião, para afastar qualquer alegação de dilapidação ou ocultação patrimonial, indicou a localização dos bens e se colocou à disposição para a sua retirada”, declararam os advogados.
Eles acrescentaram que, desde então, a informação foi reiterada em diversas oportunidades, mantendo os veículos permanentemente à disposição da autoridade policial para a devida apreensão, reforçando a transparência da defesa no processo.

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