Após um mês e meio sem jogos, o Campeonato Brasileiro da Série A retornou com suas atividades na última quinta-feira, 16, com os jogos da décima nona rodada. A RCW traz um raio-x do que esperar em relação às brigas por título, vaga em competições internacionais e rebaixamento.
Briga hegemônica no topo
Após 18 rodadas, Palmeiras e Flamengo novamente monopolizam a briga pelo troféu. As equipes, que juntas ganharam 7 dos últimos dez campeonatos, assumiram as duas primeiras posições na tabela desde a décima primeira rodada e se mantiveram no posto antes da pausa para a Copa do Mundo.
Com a disparidade financeira dos dois em relação aos rivais, a disputa entre paulistas e cariocas tende a se manter nos próximos anos. Apesar do sucesso recente de Botafogo, Atlético-MG e Fluminense, a dupla segue com regularidade em relação às finanças, com o faturamento na casa dos bilhões de reais, algo que não aconteceu com Botafogo e Galo, por exemplo. Se os clubes não se reorganizarem estruturalmente nos próximos anos, a tendência é Palmeiras e Flamengo se manterem monopolizando os troféus, com raras participações dos rivais.
O Palestra é líder com 41 pontos e mantém a primeira posição desde a oitava rodada, enquanto o Mais Querido vem logo atrás com 34 pontos e um jogo a menos. Correndo por fora, o Fluminense teve a pausa para o Mundial para acertar a instabilidade, mas empatou na volta do campeonato contra o Bragantino e agora soma apenas uma vitória nos últimos seis jogos.
Palmeiras e Flamengo jogam nesta quarta-feira, 22, ambos fora de casa contra Coritiba e Chapecoense, às 19h30 e 21h30, respectivamente.
Meio de tabela congestionado
O Brasileirão de 2026, até o momento, é marcado pelo equilíbrio no meio da tabela. Do sétimo colocado, Coritiba, até o Vasco, primeiro clube na zona de rebaixamento, a diferença é de apenas seis pontos. O campeonato deste ano é o primeiro após as mudanças no regulamento de competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que dará uma vaga na Libertadores para o vice da Copa do Brasil. Com isso, o famoso “G6”, grupo dos seis primeiros colocados que se classificam para a Libertadores, se tornará “G5”. Athlético Paranaense, Bragantino e Bahia surgem como os principais postulantes no momento, mas, com a diferença curta na pontuação, outros clubes podem entrar na briga. Coritiba, São Paulo, Botafogo, Vitória, Atlético-MG, Corinthians e Cruzeiro olham tanto para a parte de cima quanto para baixo. A diferença curta na tabela e o número excessivo de vagas internacionais para o campeonato brasileiro acabam premiando campanhas medíocres. Mesmo com a diminuição de uma vaga para a Libertadores via Brasileirão, o êxito frequente dos clubes brasileiros nas competições internacionais e a baixa chance de equipes menores surpreenderem na Copa do Brasil com o regulamento atual fazem com que essa mudança não cause efeito na distribuição de vagas nas competições da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
Rebaixamento desenhado e duelo de gigantes
Após um turno de campeonato, a Chapecoense, que retorna à primeira divisão após fazer a pior campanha da história em 2021, novamente caminha para voltar para a Série B. A equipe do interior catarinense está desde a primeira rodada sem vencer no campeonato e soma apenas 9 pontos, doze atrás do Grêmio, primeiro time fora da zona de rebaixamento.
Antes da pausa da Copa do Mundo, Mirassol e Remo, clubes que arrancaram mal no Brasileirão, se recuperaram. Eles embolaram a briga pela permanência, que se desenha, até o momento, para ter gigantes do futebol brasileiro disputando até o fim para ficar na Série A. Do Vasco, décimo sétimo colocado, até o São Paulo, oitavo na tabela, apenas o Vitória figura como intruso entre os clubes do “G12”, como é tradicionalmente conhecido o grupo dos principais times do Brasil. A diferença na pontuação entre os clubes citados é de apenas 5 pontos, e, com um turno de campeonato a ser disputado, muitas mudanças podem acontecer.

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