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Domingo, 31 de Maio 2026
Justiça

Ministro Fachin ordena desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará

Governo federal tem 90 dias para apresentar plano de retirada de não indígenas da área do povo Arara.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Ministro Fachin ordena desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (31) que o governo federal elabore um plano de desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca, localizada no Pará. A medida visa à retirada de não indígenas da área, que pertence ao povo Arara, em resposta a uma ação protocolada pela Associação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

A decisão estabelece um prazo de 90 dias para que a União apresente um cronograma detalhado. Este plano deve incluir a saída de invasores e a indenização de ocupantes de boa-fé, a serem identificados pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

A Terra Indígena Cachoeira Seca, demarcada em 2016, continua a ser palco de graves violações, como desmatamento ilegal, grilagem de terra e violência. Além disso, o território ainda sofre os impactos decorrentes da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

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Proteção e governança para os povos indígenas

Fachin também exigiu a criação de um comitê de governança. O objetivo é assegurar a proteção de indígenas isolados e de recente contato, um grupo que inclui o povo Arara, garantindo seus direitos fundamentais.

O plano de desintrusão deverá, ainda, avaliar o cumprimento das condicionantes ambientais que foram negociadas como contrapartida durante a implementação de Belo Monte, reforçando a responsabilidade ambiental.

Ao justificar sua determinação, o ministro Fachin enfatizou que a situação na Terra Indígena Cachoeira Seca representa uma clara violação dos direitos indígenas.

“As medidas referentes à TI Cachoeira Seca conferem concretude e coerência material para que a tutela jurisdicional alcance a realidade em que a omissão estatal se manifesta, evitando que a gravidade vivida pelo povo Arara continue”, declarou o ministro.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil

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