Um a cada quatro mineiros não possui acesso a coleta e tratamento de esgoto. São mais de 5 milhões de pessoas sem saneamento básico no estado. Para garantir esse direito de forma universal, Minas Gerais precisa investir 103,2 bilhões de reais até 2041. Levando em consideração as metas estabelecidas em 2020 pelo marco legal do setor, o investimento até 2033 seria de 75,8 bilhões de reais, a fim de levar água tratada a 99% da população e tratamento de esgoto a 90% dos mineiros.
Os dados são da ABCON SINDCON, associação das operadoras provadas de saneamento, e KPMG, com base no Plano Estadual de Saneamento Básico de Minas Gerais.
A ABCON SINDCON levará até o Congresso da ABES, de 21 a 24 de maio, em Belo Horizonte, propostas para acelerar investimentos em saneamento no estado e em todo o país. Durante o evento, a entidade participa de painéis sobre eventuais ajustes no marco legal e a regulação do setor.
A associação tem manifestado sua preocupação com os compromissos que o país assumiu em relação à universalização dos serviços de água e esgoto, a partir da aprovação do marco legal do setor, em 2020, no Congresso.
"O déficit de atendimento à população é enorme, não apenas em Minas, mas em todo o país. Diante desse desafio, o mercado precisa de segurança jurídica para programar investimento. O prolongamento de discussões políticas em torno de regras que já estavam estabelecidas não contribui para a alteração desse quadro", afirma Percy Soares Neto, diretor executivo da ABCON SINDCON.
Um balanço atualizado da associação mostra que os leilões realizados após o novo marco legal do setor já movimentaram 88,6 bilhões de reais em investimentos.
Para cumprir as metas da lei em âmbito nacional, o Brasil precisa investir 893 bilhões de reais até 2033, dos quais 308 bilhões de reais nos próximos quatro anos.
