O Governo de
Os indicadores de desempenho apontam para uma expansão acelerada no setor de desestatização. Até o ano de 2018, o território mineiro contabilizava apenas 11 contratos de concessão ativos em sua estrutura jurídica. O portfólio contemporâneo saltou para 25 concessões e parcerias vigentes, o que representa um crescimento real superior a 120% no índice de projetos repassados à iniciativa privada. O avanço estratégico das diretrizes logísticas gera impactos em importantes eixos rodoviários e de mobilidade urbana, beneficiando indiretamente o escoamento de riquezas em polos econômicos regionais, incluindo o município de
Projetos arrematados no mercado e expansão da malha de serviços
Durante o período operacional recente, novos certames licitatórios foram concluídos com sucesso pelas secretarias de Estado. Entre os destaques figuram o lote rodoviário batizado de Via Liberdade — planejado para qualificar o fluxo viário e o acesso turístico às cidades históricas de Ouro Preto e Mariana —, a PPP voltada ao Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE) e o plano de gestão do Sistema Socioeducativo. O modelo socioeducativo implementado pelo Executivo mineiro consiste na primeira modelagem jurídica com este perfil técnico a ser registrada no país.
As frentes de cooperação avançaram também em frentes de serviços sociais e transporte hidroviário de passageiros e veículos. Os contratos vigentes abrangem a manutenção predial preventiva e a gestão de infraestrutura de 95 escolas públicas da rede estadual de ensino. Paralelamente, foram chanceladas a concessão do transporte público por balsas na região turística do Lago de Furnas e o lote rodoviário específico focado na construção da ponte de ligação entre as comarcas de Cássia e Delfinópolis. No segmento de mobilidade de alta capacidade, a concessão do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte viabilizou o início das obras físicas de implementação da Linha 2.
Criação da Artemig e modernização tecnológica com pedágio free flow
O adensamento dos contratos de longo prazo exigiu a reestruturação da máquina pública estadual de fiscalização técnica. Para suprir a demanda de auditoria, foi criada a Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig). A autarquia é o órgão responsável por regular, auditar e fiscalizar as obrigações contratuais das concessionárias privadas nas modalidades rodoviária, ferroviária, aeroportuária e hidroviária. Até o ano de 2019, o Estado contava com apenas duas rodovias concedidas; hoje, a agência responde pelo monitoramento de seis grandes malhas: MG-050, BR-135, Lote Triângulo, Lote Sul de Minas, Vias do Café e a Via Liberdade.
O novo arranjo regulatório também abarca o projeto executivo do Rodoanel Metropolitano, cujos estudos de licenciamento ambiental seguem em andamento para a liberação de um trecho inicial de 70 quilômetros. A inovação tecnológica aplicada à engenharia de tráfego é outra diretriz do programa de concessões em
FAQ
O que muda nas rodovias de Minas Gerais com o sistema free flow?
O sistema free flow substitui as praças de pedágio convencionais por pórticos eletrônicos de leitura automática de placas e tags, eliminando a necessidade de parada dos veículos e tornando o tráfego contínuo e mais seguro.
Para onde vai o dinheiro arrecadado com as concessões e as PPPs?
Os R$ 26,4 bilhões da carteira representam investimentos diretos realizados pelas empresas vencedoras dos leilões na melhoria da infraestrutura, manutenção de estradas, reforma de escolas e gestão de unidades de saúde estaduais.
Qual é a função da agência Artemig criada pelo Governo Estadual?
A Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig) funciona como uma autarquia governamental responsável por fiscalizar e regular os serviços prestados pelas concessionárias nos setores rodoviário, ferroviário, hidroviário e aeroportuário.
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