A cardiologia moderna vive um momento de transformação. Avanços tecnológicos ganham forma no centro cirúrgico e na prática clínica de médicos comprometidos com a inovação e a vida. Um desses nomes é o do cardiologista brasileiro Dr. Fernando Cândido Martins, cuja trajetória e dedicação científica culminaram na publicação de um artigo técnico detalhado sobre os marcapassos sem fio (leadless), uma das mais promissoras tecnologias em estimulação cardíaca dos últimos anos.
Uma carreira dedicada à vida do coração
Com mais de três décadas de atuação médica, o Dr. Fernando é referência no tratamento de arritmias cardíacas no Brasil. Formado pela Universidade São Francisco (USF) em 1990, ele é especialista em cardiologia e em Estimulação Cardíaca Eletrônica Implantável, com certificação do DECA/SBCCV e registro oficial no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP). Como fundador e diretor clínico da renomada Clínica Cândido Martins, em Limeira, SP, ele já realizou milhares de implantes de marcapasso e se tornou um formador de opinião respeitado nacionalmente.
Sua carreira é marcada por participação ativa em congressos de renome, como o American Heart Association (AHA), onde foi presença constante entre 2008 e 2020, e por cargos de liderança na Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), onde atuou como presidente regional e diretor científico.
O artigo que consolida uma nova era
Foi com esse histórico de autoridade clínica e científica que o Dr. Fernando Cândido Martins publicou recentemente seu artigo técnico sobre os marcapassos sem fio. A publicação reúne dados de estudos internacionais, resultados clínicos de longo prazo e opiniões de especialistas de renome, além de uma análise sobre o impacto dessa tecnologia no cenário brasileiro e internacional.
O texto explora desde os primeiros implantes do Micra, da Medtronic, até os dispositivos mais recentes, como o Aveir DR da Abbott. O artigo mostra que, em estudos de cinco anos, a taxa de complicações dos marcapassos sem fio é inferior a 5%, com praticamente zero infecção associada ao dispositivo – um resultado inédito na história da estimulação cardíaca.
“O eletrodo era o calcanhar de Aquiles dos marcapassos tradicionais. Agora, temos uma solução que elimina esse risco e traz mais segurança aos pacientes”, afirma o Dr. Fernando em seu artigo.
O que são os marcapassos sem fio
Os marcapassos sem fio são dispositivos intracardíacos do tamanho de uma cápsula, implantados diretamente na parede do ventrículo direito, sem a necessidade de fios condutores ou geradores externos. O procedimento é minimamente invasivo, realizado via cateterismo femoral e com tempo de recuperação muito menor do que os modelos convencionais.
“Essa tecnologia oferece benefícios clínicos, estéticos e psicológicos. O paciente se sente melhor, se recupera mais rápido e vive com mais liberdade”, explica o médico.
A eficácia e durabilidade dos dispositivos também surpreendem: a bateria pode durar mais de 12 anos, e novas gerações, como o Micra AV2, prometem até 17 anos de uso contínuo. Estudos mostraram que pacientes com marcapassos sem fio apresentaram 53% menos complicações do que os usuários de marcapassos tradicionais.
Diferença entre Brasil e EUA
No Brasil, estima-se que mais de 300 mil pessoas usem marcapassos, com cerca de 50 mil implantes por ano. Entretanto, a tecnologia sem fio ainda engatinha: até hoje, a maioria dos implantes ocorre no setor privado e em caráter experimental, já que o SUS ainda não cobre oficialmente o uso dos dispositivos leadless. Já nos Estados Unidos, a tecnologia é amplamente usada desde 2016, com cobertura pelo sistema Medicare e disponibilidade em centenas de hospitais.
Uma ponte entre Brasil e Estados Unidos
A publicação do artigo também marca um novo capítulo na carreira do Dr. Fernando: ele prepara a abertura de uma clínica nos Estados Unidos, onde vai replicar o modelo de excelência da Clínica Cândido Martins. O projeto prevê a integração de tecnologias americanas com a humanização do atendimento brasileiro, aliando precisão técnica com acolhimento ao paciente.
Inicialmente, o Dr. Fernando liderará pessoalmente a implantação do novo centro clínico e o treinamento da equipe. Posteriormente, ele pretende manter a gestão à distância, em conexão com a unidade de Limeira.
A contribuição do Dr. Fernando Cândido Martins vai além da sala de cirurgia. Ele representa a interseção entre tradição clínica, pesquisa científica e inovação tecnológica. Seu artigo sobre marcapassos sem fio é mais do que uma análise técnica: é um manifesto pela modernização do cuidado com o coração, um chamado à ciência brasileira para acompanhar as revoluções silenciosas que acontecem no peito dos nossos pacientes.
“Estamos diante de um novo paradigma. E como médicos, temos o dever de liderar essa transição com ética, conhecimento e compromisso com a vida”, conclui o Dr. Fernando.
