Aguarde, carregando...

Terça-feira, 02 de Junho 2026
Economia

Lula solicita a Durigan avaliação de impactos por classificação de organizações criminosas pelos Estados Unidos

A estratégia brasileira busca proteger empresas e bancos nacionais de sanções decorrentes da designação de CV e PCC como grupos terroristas pelos EUA.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Lula solicita a Durigan avaliação de impactos por classificação de organizações criminosas pelos Estados Unidos
© Lula Marques/ Agência Brasil.
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva incumbiu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, de analisar os potenciais prejuízos para as empresas e bancos brasileiros que podem surgir da recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A solicitação ocorreu durante um encontro nesta segunda-feira (1º) no Palácio da Alvorada, com o objetivo de proteger a economia nacional de possíveis impactos adversos.

Conforme Durigan, a principal apreensão do governo brasileiro reside na maneira como protocolos externos podem influenciar a soberania econômica e a estabilidade das instituições nacionais.

O ministro enfatizou o receio de que um excesso de discricionariedade por parte do governo Donald Trump possa resultar em prejuízos 'irreais ou fantasiosos' para a economia do Brasil.

Publicidade

Leia Também:

Durigan, ao término da reunião, afirmou que o Brasil continuará a combater as organizações criminosas, mas que é crucial evitar 'prejuízos irreais ou fantasiosos' para a economia. 'Temos que evitar isso a todo custo, é uma grande injustiça', declarou o ministro.

Ainda de acordo com o ministro, a essência da estratégia brasileira é resguardar as empresas e bancos nacionais de se tornarem alvo de sanções ou restrições fundamentadas em critérios que não correspondam à realidade factual.

Abertura para diálogo

Durigan reafirmou seu interesse em dialogar com autoridades dos Estados Unidos sobre a classificação das facções como terroristas. Contudo, o ministro esclareceu que não há encontros agendados com o secretário do Tesouro estadunidense, Scott Bessent.

'Estou sempre aberto a reuniões com Bessent e mantenho contato direto com as autoridades norte-americanas, mas, por enquanto, estamos focados em reunir informações, analisar cenários e avaliar os próximos passos', explicou Durigan.

Anteriormente, em entrevista ao SBT News, Durigan havia mencionado a possibilidade de contatar Bessent.

O ministro destacou que o governo brasileiro está elaborando diagnósticos. 'Com todas as informações e um diagnóstico claro e a posição definida, levarei a questão a Scott Bessent, sem dúvida alguma', assegurou.

Defesa do setor produtivo

Durigan sublinhou que a meta primordial do governo brasileiro é monitorar as ações do governo Trump, visando salvaguardar os empresários, os empregos e as instituições financeiras do Brasil contra interferências externas que possam comprometer o desenvolvimento do país.

Ao detalhar a postura do governo, o ministro pontuou: 'É bem-vindo tudo o que vier do exterior para colaborar no combate ao crime organizado. O que não é aceitável é quando há intenção de atrapalhar'.

Com o intuito de mitigar os riscos, o Ministério da Fazenda tem dialogado com empresários de vários setores, incluindo o financeiro, buscando compreender as vulnerabilidades e as inquietações do mercado produtivo.

Viagem à Ásia

Durigan também abordou com o presidente Lula a agenda internacional de investimentos do Brasil.

No final do mês, Durigan viajará para a China e o Japão. Nesses países, ele apresentará o programa Eco Invest Brasil, que visa atrair recursos internacionais para investimentos sustentáveis no país, além de buscar progressos conjuntos na agenda econômica global.

Adicionalmente à pauta internacional, o encontro com Lula incluiu a análise de dados recentes do Produto Interno Bruto (PIB), com foco na formação bruta de capital fixo, que é o principal indicador de investimento do Brasil.

A economia brasileira registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre, impulsionada por um aumento de 3,5% na formação bruta de capital fixo.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp RCWTV
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR