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Economia

Ineep: Brasil registra menor alta nos preços dos combustíveis em comparação global

Entre fevereiro e junho, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) destacou que os aumentos de preços para gasolina e diesel no Brasil foram de 4,9% e 13,6%, respectivamente, bem abaixo da média mundial de 17,5% e 23,3%.

Redação RCWTV
Por Redação RCWTV
Ineep: Brasil registra menor alta nos preços dos combustíveis em comparação global
© José Cruz/Agência Brasil
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O Brasil registrou aumentos significativamente menores nos preços da gasolina e do diesel em comparação com a média internacional, entre 23 de fevereiro e 8 de junho. Esta constatação foi feita pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), que analisou o impacto do conflito no Oriente Médio sobre os combustíveis. Segundo o instituto, a política de preços e subsídios do governo federal foi crucial para essa estabilização.

Durante o período analisado, de 23 de fevereiro a 8 de junho, a média global de reajuste nos preços foi de 17,5% para a gasolina e de 23,3% para o diesel. Em contraste, o cenário brasileiro apresentou altas de apenas 4,9% para a gasolina e 13,6% para o diesel.

A pressão inflacionária sobre os combustíveis no Brasil demonstrou ser consideravelmente menor quando comparada à observada em nações como os Estados Unidos e a Argentina.

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Nos Estados Unidos, por exemplo, a gasolina registrou um aumento de 36,1%, enquanto o diesel subiu 36,8%. Na Argentina, país vizinho e relevante parceiro econômico, os reajustes foram de 21,1% para a gasolina e 23,7% para o diesel.

O Ineep atribui essa relativa estabilidade dos preços dos combustíveis no Brasil às políticas de preços e subsídios implementadas pelo governo federal.

Em nota à imprensa, o instituto destacou que “as medidas emergenciais adotadas para conter os efeitos do choque do petróleo sobre os preços dos combustíveis foram muito importantes”. Esta avaliação integra a nova edição do Boletim de Preços dos Combustíveis, divulgado nesta quinta-feira (18).

Vulnerabilidades estruturais persistem

Contudo, o Ineep ressalta que essas ações são “insuficientes para enfrentar vulnerabilidades estruturais do setor”, indicando a necessidade de estratégias de longo prazo.

Para o centro de estudos, diminuir a exposição do mercado interno à volatilidade global exige uma estratégia de longo prazo. Essa estratégia deve focar no fortalecimento da Petrobras, na expansão da capacidade de refino e na recuperação de sua atuação em pontos estratégicos da cadeia de abastecimento, sobretudo na distribuição.

O período de análise do Ineep abrange momentos críticos, como o início das operações aéreas contra o Irã e o falecimento de Ali Khamenei, líder religioso supremo do país. Inclui, ainda, a paralisação da rota marítima no Estreito de Ormuz e o começo das negociações diplomáticas entre Irã e Estados Unidos para a resolução do conflito.

Adicionalmente, o Ineep verificou uma queda expressiva de 7,3% nos preços do álcool (etanol hidratado) durante o mesmo período. Essa redução reflete o início da safra 2026/2027 e um aumento na oferta, com intensidade superior à observada em anos anteriores.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil

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